Em Nova Odessa, sistema vai reaproveitar lodo de esgoto

A medida deve trazer economia mensal de cerca de R$ 50 mil aos cofres públicos e custará R$ 2,3 milhões para ser implantada


A Coden (Companhia de Desenvolvimento de Nova Odessa) implantará um sistema de reúso por meio de compostagem do lodo gerado pelo tratamento de esgoto no município. A medida deve trazer economia mensal de cerca de R$ 50 mil aos cofres públicos e custará R$ 2,3 milhões para ser implantada. A verba foi liberada nesta semana com a assinatura do contrato de financiamento pelo presidente dos Comitês PCJ, e prefeito de Piracicaba, Barjas Negri (PSDB).

Os recursos a fundo perdido são provenientes da cobrança pelo uso da água nas Bacias PCJ (Cobrança PCJ Federal). Do valor total da obra, R$ 1,8 milhão será dessa verba, e o restante, cerca de R$ 450 mil, será investido pela própria Coden. Além de Nova Odessa, serão beneficiadas outras quatro cidades: Amparo, Artur Nogueira, Bom Jesus dos Perdões e Ipeúna, com um montante de R$ 8,1 milhões ao todo.

De acordo com informações da Coden, o investimento na cidade compreende a construção de um barracão de 1,2 mil metros quadrados e a instalação de uma composteira. Grande parte do lodo resultado do esgoto coletado e tratado em Nova Odessa será reaproveitado com a fabricação de composto orgânico para adubar praças e jardins na cidade. A Companhia pretende realizar a compostagem do lodo, misturando-o com restos de podas de árvores e calcário.

Além de economizar dinheiro com adubos, Nova Odessa reduzirá a quantidade de lodo enviado para aterro sanitário. Atualmente são gastos cerca de R$ 50 mil para enviar o lodo para o aterro de Paulínia. Ainda de acordo com a Coden, futuramente, será possível gerar receita a partir da venda do composto orgânico produzido, já que atualmente a ETE Quilombo produz aproximadamente 5 toneladas de lodo por dia.

Foto: Agência PCJ / Divulgação
Medida acertada com prefeito deve gerar economia de R$ 50 mil por mês

PIONEIRO
De acordo com o diretor-presidente da Coden, Ricardo Ongaro, a iniciativa é a solução encontrada para o grande volume de lodo produzido, e é algo que a Coden busca desde 2015. “A disposição final desse logo está ficando muito onerosa, então a gente sempre buscou soluções pra isso. É um projeto pioneiro, que vai reduzir gastos e ainda cuida do meio ambiente. A ideia é poder ser uma fonte de renda futuramente. Que faça dessa forma, utilizando a mistura da poda pública, desconheço outro projeto”, afirmou.

Com a assinatura do contrato nesta segunda, a Coden tem 150 dias de prazo para licitar e inciar as obras. Após o início, a construção deve durar até 6 meses. Ongaro afirmou que o prazo é justo, mas que a Coden irá correr para viabilizar a iniciativa o mais rápido possível.

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