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investigação

PF indicia empresário de Americana na Trato Feito

Investigação de suposto esquema de desvio de recursos públicos na Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, tem como alvo Gustavo Tomazin Bortolucci

Por Walter Duarte

16 jan 2019 às 10:23 • Última atualização 16 jan 2019 às 13:48

A PF (Polícia Federal) indiciou o empresário de Americana Gustavo Tomazin Bortolucci pelos crimes de corrupção ativa e participação em organização criminosa por suposto envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos da Prefeitura de Mauá, na Grande São Paulo, investigado pela Operação Trato Feito.

A casa dele, no bairro Jardim São José, foi alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 14 de dezembro. A defesa dele nega qualquer participação em atividades ilícitas.

Foto: João Colosalle / O Liberal
A casa de Tomazin, no bairro Jardim São José, foi alvo de um mandado de busca e apreensão no dia 14 de dezembro

Segundo a investigação, a empresa de Tomazin – a Brasileirinho Educacional Editora – é uma das fornecedoras do município que pagou propina ao prefeito Átila Jacomussi (PSB), preso no mesmo dia em que a residência do americanense foi vistoriada. Uma planilha encontrada durante buscas na primeira fase da operação, relaciona dois repasses. Um de R$ 22 mil e outro no valor de R$ 20,4 mil.

Por decisão do desembargador Maurício Kato, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, a empresa está impedida de firmar novos contratos com o poder público “para evitar futuras fraudes a procedimentos licitatórios e reiteração de crimes contra a Administração Pública”. A medida cautelar atingiu outras nove firmas acusadas de integrarem o esquema.

O ex-chefe de gabinete do prefeito, João Eduardo Gaspar, e 22 dos 23 vereadores de Mauá também foram indiciados na operação. O caso tramita em segunda instância por conta do foro privilegiado a que Jacomussi tem direito por conta do cargo.

O advogado de Tomazin, Ralph Tortima Stettinger Filho, disse que não teve acesso ao relatório final do inquérito e negou que o cliente tenha pago propina. “Ele só foi envolvido nisso porque acharam uma planilha com o nome da empresa dele. Nós nem sabemos quem produziu essa planilha”, afirmou sobre o caso.

As conclusões da PF devem ser remetidas nas próximas semanas ao MPF (Ministério Público Federal) que vai decidir se denuncia os indiciados, propõe o arquivamento total ou parcial ou se pede mais diligências para a coleta de novas provas.