Que meio de pagamento levar em viagens?

Preparar uma viagem internacional vai muito além do arrumar as malas e elaborar um roteiro


Uma das dúvidas mais comuns de quem viaja ao exterior é que meio de pagamento – dólar, dinheiro em moeda local, cartão de crédito ou pré-pago – levar para pagamento de gastos e compras lá fora. Uma das principais dificuldades da etapa de planejamento financeiro da viagem é a escolha da opção que combine economia e segurança.

Para o diretor de estratégia e inovação da Meu Câmbio, Mathias Fischer, a escolha de moeda estrangeira depende de fatores como a moeda do país de destino, o período de estada, a quantidade de dinheiro e quanto o turista pretende levar mais que o previsto como margem de segurança.

Não é possível ter uma ideia antecipada dos gastos, mas “é preciso avaliar o custo de alimentação, transporte, hospedagem e passeios no país de destino e, a partir disso, montar um mix que melhor combine com a viagem”. Até porque, segundo Fischer, cada opção apresenta vantagens e desvantagens.

Foto: Fotolia
Escolha como pagar suas contas

O dinheiro vivo continua sendo uma das opções favoritas dos viajantes. Na coluna das vantagens, aponta o especialista, está o custo mais baixo do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), de apenas 1,1%, cobrado no momento da compra da moeda.

A opção pode ser interessante para quem não pretende ter estada longa, para evitar levar grandes quantias de dinheiro, além de não precisar fazer mais câmbio ou troca de moeda no meio da viagem. O dinheiro também é vantajoso para situações em que os cartões podem não ser aceitos, como no uso de transporte público, táxi e até eventuais emergências na rua.

Entre as desvantagens está o fator risco, ligado à segurança de andar com dinheiro vivo, e também a dificuldade de escolher onde comprá-lo, já que cada casa de câmbio apresenta valor diferente e o amplo leque de opções, em vez de facilitar, cria quase sempre mais dúvidas ao comprador.

CARTÃO PRÉ-PAGO

Com custo de IOF de 6,38%, idêntico ao do cartão de crédito, o cartão pré-pago é ótima opção para quem não abre mão da segurança e da praticidade, comenta Fischer. Principalmente para viagens mais longas ou para locais de destino em que a moeda não seja o dólar.

O especialista lembra que, ainda que o IOF seja tão alto quanto o do cartão de crédito, o viajante consegue driblar a margem de câmbio cobrada pelos cartões de crédito. Essa margem de câmbio é a tarifa cobrada pelos cartões para a conversão de uma moeda diferente do dólar para a moeda norte-americana, antes da conversão para o real.

Outro ponto positivo é a possibilidade de fazer recargas online e à distância da moeda, facilitando a economia em casos de cálculo subestimado da quantidade de moeda estrangeira levada para a viagem.

CARTÃO DE CRÉDITO

Desvantagens para o bolso?

O cartão de crédito é a opção mais prática, mas com diversas desvantagens para o bolso, aponta o diretor de estratégia Marcos Fischer. Para começar, o IOF cobrado no cartão é de 6,38% e o usuário fica exposto ao risco da variação cambial.

Compras feitas com o cartão no exterior têm o valor convertido para reais no dia de vencimento da fatura de acordo com a cotação do dólar no dia. O risco é que eventual disparada da moeda americana, no intervalo entre as compras e o pagamento, encareça muito além da conta o custo em reais de produtos e serviços comprados fora.

Outra contraindicação do uso do cartão é que os limites para compras internacionais costumam ser menores, o que pode eventualmente causar transtornos durante a viagem. Do ponto de vista financeiro, Fischer lembra que a diferença entre o IOF cobrado no cartão de crédito e na compra de moeda estrangeira equivale ao rendimento de aplicação na caderneta por cerca de dez meses.

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