TV aberta faz testes com serviços próprios de streaming e YouTube

Emissoras também olham com atenção o universo das transmissões pela internet


No momento em que se prepara para realizar uma grande transição no País – deixando de lado o sinal analógico e partindo em definitivo para o mundo digital -, a televisão aberta também olha com atenção o universo das transmissões pela internet.

A Globo optou por fazer voo solo em 2015, com o Globo Play. O aplicativo tem alguns vídeos gratuitos, mas capítulos inteiros de novelas e programas são exclusivos para assinantes, a R$ 14,20 por mês. Desde seu lançamento, já foi baixado mais de 10 milhões de vezes, e chegou até a antecipar a exibição de programas como a série Supermax.

No mercado, havia o temor de que as operações se canibalizassem, mas não foi o que aconteceu – segundo a empresa, a TV aberta teve crescimento de 5% no alcance diário desde o lançamento do aplicativo. “O Globo Play funciona como uma nova janela para quem não pode assistir ao conteúdo na TV”, declarou um porta-voz da empresa ao Estado.

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Já o SBT tem apostado forte no YouTube, com mais de 40 canais dedicados a programas no site. O principal canal reúne mais de 3 milhões de usuários inscritos – que podem assistir aos programas um dia após sua exibição. “Nossa intenção é colocar todo o conteúdo premium numa rede de streaming paga”, diz Rodrigo Marti, diretor de multiplataformas do SBT. Para Marti, a internet ameaça menos a TV aberta do que a TV paga “Somos um meio de entretenimento muito barato: basta comprar uma televisão e sintonizar os canais”, diz.