Não deixe o nível de açúcar ficar em desequilíbrio

A fome é um estado de alerta produzido pelo corpo que libera os hormônios do estresse - adrenalina e o cortisol -, responsável pelo mau humor


Ficar muitas horas sem comer está longe de ser um hábito saudável. Além do famoso mau humor que muitas pessoas apresentam quando estão com o estômago vazio, o desequilíbrio do açúcar traz outros problemas. “Esses altos e baixos nos níveis de açúcar no sangue podem resultar em um aumento de risco de diabetes tipo 2, processos de inflamação crônica no corpo, podem suprimir o sistema imunológico, enfraquecer o sistema vascular, desacelerar o nosso metabolismo e inibir a nossa capacidade de perder peso naturalmente”, enumera Bella Falconi em seu blog no “Viva Bem”, do UOL.

Foto: Arquivo Pessoal
Bella Falconi faz alertas sobre nutrição no blog “Viva Bem”

Com mais de 3,2 milhões de seguidores no Instagram, ela explica que “a fome é um estado de alerta produzido naturalmente pelo corpo, quando os níveis de açúcar no sangue caem drasticamente. Isso é imediatamente revertido quando consumimos um alimento rico em açúcar ou em carboidratos, uma vez que os níveis de açúcar no sangue subirão novamente”.

Ela lembra que o corpo tem a capacidade de armazenar carboidrato em forma de glicogênio, porém, essa reserva, muitas vezes, pode não ser o suficiente para reequilibrar o organismo. “É aí que nosso corpo grita desesperadamente: ‘Coma alguma coisa pelo amor de Deus!'”, cita Bella Falconi, que é formada em Ciência da Nutrição pela Universidade Kaplan e atualmente faz mestrado em Nutrição Aplicada pela Northeastern University, nos Estados Unidos.

Cuidado com os doces!

A blogueira Bella Falconi chama a atenção para outro prejuízo do hábito de ficar longos períodos sem se alimentar. “A fome também faz com que nosso desejo por doces aumente além do normal, sem contar aquela falta de energia súbita que sentimos no meio da tarde, causando sonolência e preguiça e extrema necessidade de tomar um ‘balde’ de café”, observa a especialista em nutrição.

Por isso, diz ela, é extremamente importante mantermos os níveis de açúcar no sangue sempre em equilíbrio, utilizando as estratégias certas e os alimentos corretos. “E isso serve para todos, não apenas para os portadores de diabetes. Por essa razão, também é de extrema importância que os adeptos do jejum intermitente pratiquem tal protocolo com extrema cautela e com o auxílio de um profissional, para que os resultados sejam desejáveis”, cita.

Foto: Fotolia
Evite alimentos processados, açúcar adicionado e artificiais

Como manter os níveis de açúcar equilibrados:

1. Escolha alimentos ricos em fibras na maioria de suas refeições;
2. Evite alimentos processados, açúcar adicionado e artificiais;
3. Agrupe alimentos ricos em proteína e gorduras boas com o seu carboidrato para que a digestão seja mais lenta
4. Quando a fome gritar não corra direto para alimentos ricos em carboidratos simples (açúcar) primeiro. Opte por um alimento rico em proteína ou carboidratos fibrosos/integrais e de baixo índice glicêmico, combinados com algum tipo de proteína ou gorduras boas;
5. Durma bem a noite para que os seus níveis de cortisol estejam mais controlados, resultando em uma melhora da sensibilidade à insulina (hormônio que controla os níveis de açúcar no sangue);
6. Coma devagar e mastigue por mais tempo.

Fonte: Bella Falconi, especialista em Ciência da Nutrição

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Consumo excessivo de açúcar é prejudicial

Consumo de açúcar favorece doenças

“O consumo excessivo de açúcar é extremamente prejudicial à saúde e pode tornar o seu corpo um ambiente propício para o desenvolvimento de doenças”. Quem afirma é a blogueira Bella Falconi. O ideal, diz ela, é eliminar o açúcar da dieta ou ao menos reduzir o uso o máximo possível. “Principalmente, se você estiver em grupos de risco de doenças. Recentemente, um artigo publicado pelo médico americano William Sears revelou que, muito em breve, os rótulos de alimentos nos Estados Unidos serão obrigados a incluir uma linha que descreva a quantidade exata de açúcar adicionado. Incrível, não é mesmo? Bom seria se no Brasil a mesma regra fosse adotada. Teríamos, assim, mais transparência e honestidade em nossas escolhas”, analisa a especialista na área de nutrição.

Escolha os alimentos certos

Especialista em metabolismo, o médico Juliano Pimentel explica que o índice glicêmico foi desenvolvido para avaliar a resposta do nível de açúcar no sangue para alimentos que contêm hidratos de carbono. “Tanto a quantidade quanto o tipo de carboidratos determinam como um alimento afeta os níveis de açúcar no sangue”, diz Pimentel.
Estudioso em alimentação saudável sem glúten, o médico dedica parte do tempo para produzir conteúdo online visando a orientação de pessoas que sofrem com obesidade, diabetes e outras doenças que exigem restrições alimentares.
“Comer alimentos de baixo índice glicêmico é uma maneira de reduzir os níveis de açúcar no sangue a longo prazo, no tipo 1 e tipo 2 do diabetes”. A lista de alimentos com baixo índice glicêmico inclui frutos do mar, carne, ovos, aveia, cevada, feijão, lentilha, legumes, batata-doce, milho, inhame, a maioria das frutas e vegetais sem amido.

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