Alerta de infestação de parasitas

Como identificar e o que fazer quando seu bichinho está com pulgas, carrapatos ou vermes


O bichano não para de se coçar e tudo o que o totó come, volta. Fique alerta e corra com ele para o veterinário: há uma infestação de parasitas acontecendo em sua casa. E se existem filhotes ou animais idosos, a situação fica ainda mais complicada. Os parasitas podem ser externos ou internos e trazem uma série de problemas à saúde do animal e à própria família, transmitindo doenças e podendo levar o amigão a óbito. Acesse o suplemento especial do LIBERAL: www.liberal.com.br/mundopet.

A reportagem entrou em contato com a veterinária Amanda Bachin, da Padovani Pet Shop, para esclarecer as diferenças entre parasitas externos e internos e quais os procedimentos necessários para resolver esse problema que atormenta a vida do seu animal de estimação. Confira as dicas e proteja o seu pet dos ataques de parasitas!

Foto: Fotolia
Parasitas são organismos vivos que se alojam na parte externa do corpo do animal (pele e pelos)

Parasitas externos, o que são?
São organismos vivos que, como o nome já sugere, se alojam na parte externa do corpo do animal (pele e pelos). É o caso do carrapato e da pulga. “Se proliferam de maneira rápida e são transmitidos de animal para animal, trazidos por aves ou espalhados por vento em áreas de infestação”, comenta a veterinária Amanda Bachin, da Padovani Pet Shop.

Os sintomas desse tipo de infestação vão além da coceira, sensibilidade a picada e alergias de pele (vermelhidão ou descamação). Doenças como babesiose canina e a erliquiose, ambas transmitidas pelo carrapato, provocam febre alta, vômito, secreção nasal, perda de apetite e alterações no humor. “Se não forem diagnosticadas rapidamente podem levar o animal à óbito”, alerta a veterinária.

No caso dos gatos, é necessária atenção especial às pulgas, que transmitem um parasita chamado Mycoplasma, que circula pelo sangue do animal e pode matá-lo rapidamente. “É importante a proteção contínua dos gatos contra pulgas, mesmo que aparentemente não estejam infestados”, reforça a veterinária Suelen Almeida Galassi, da MSD Saúde Animal, indústria especializada em medicamentos pet.

Embora prefiram cães, gatos e outras espécies de animais, os parasitas externos também podem afetar humanos, provocando lesões na pele e alergias e doenças como a febre maculosa (bastante comum nos carrapatos de animais de grande porte e silvestres).

Parasitas internos, como identifica-los?
Esses hospedeiros se alojam dentro do organismo e são contraídos por contato direto com outro animal infectado (via oral) ou indireto (através da água, leite – no caso dos filhotes -, e contato com fezes contaminadas) e alimentos mal preparados como verduras, carne crua ou mal cozida.

Os parasitas mais comuns são os vermes do tipo cetóides (chatos), nematódeos (redondos) e protozoário (giárdia). O dirofilariose (verme do coração) é transmitido por mosquito e considerado um dos mais perigosos, pois não há cura, apenas medidas para evitar o contágio por meio de produtos anti-parasitários ou vacina – realizada em animais a partir dos 6 meses de idade.

No gato existe o plantinossomum, um verme que parasita o fígado e pode levar à hepatite. O hospedeiro é adquirido através da ingestão de lagartixas. Para evitar problemas, Suelen sugere vermifugação anual com medicamento que contenha praziquantel em sua formulação.

Os sintomas de infestação por parasitas internos incluem vômito, falta de apetite, diarreia e desânimo. O animal pode também expelir os parasitas nas fezes, por isso, é importante ficar atento a qualquer mudança de humor.

Parasitas como giardia e Toxoplasma gondii (comum em gatos) podem afetar seriamente seres humanos. “E nosso contato direto com eles nos torna vulneráveis a esses e outros parasitas”, adverte Amanda Bachin.

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Os parasitas podem ser externos ou internos e trazem uma série de problemas à saúde do animal

O bichinho pegou, e agora?!
Identificado o contágio por parasitas é preciso iniciar o tratamento o quanto antes. O controle de pulgas e carrapatos é feito com produtos específicos (spray, coleira, pour-on e comprimidos via oral) aplicados no animal e, muitas vezes, também no ambiente com aplicação de inseticida em tapetes, cortinas, paredes e portões, além de aspirar muito bem toda a casa e jogar o saco do aspirador fora. Parasitas internos são exterminados com vermifugação e, em alguns casos, antibióticos.

Mas não é preciso esperar o bichinho ficar doente ou se coçar todo para tratar o problema. É possível evitar os parasitas ainda em casa, com o auxílio de coleiras anti-pulgas e pour-on (medicamento de única aplicação) para carrapatos e pulgas. Fique atento ao rótulo do produto: há versões específicas para filhotes e “mamães” em fase de lactação, e dosagens de acordo com o tipo, peso e idade do animal. A vermifugação anual é indicada para prevenção de parasitas internos mesmo em animais sadios.

Quando chamar o veterinário?
O acompanhamento veterinário é essencial para a manter saúde do animal em dia. Ao menos uma vez no ano o pet deve dar uma passada no médico para check-up. Havendo a suspeita de infestação por carrapatos ou pulgas, ou sintomas como os citados aqui nesta matéria, o veterinário deve ser procurado imediatamente. Somente um diagnóstico médico poderá identificar se há algum quadro de doença e indicar o melhor tratamento.

ATENÇÃO
Banho ajuda?

É importante ressaltar que o banho não extermina totalmente os parasitas. “É necessário agregar inseticida ao banho, o que auxilia, mas não protege, pois o produto extermina apenas os parasitas adultos”, explica Amanda

Peixes e aves
Nos peixes, o parasita externo é o verme ancora ou lernia. Eles não transmitem doenças, mas se proliferam e debilitam rapidamente o peixe. Não existe inseticida, apenas tratamento natural. No caso de aves existem vermes e protozoários internos que podem ser eliminados com vermifugação periódica assim como os cães e gatos. Existem ainda os parasitas externos, os piolhos, que são eliminados com inseticidas de controle ambiental.

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