Sucesso do HR-V motiva a criação de um novo utilitário pela Honda

Modelo que sairá da linha de montagem de Sumaré é um derivado do Fit


Num mercado automotivo recessivo como o brasileiro, quem tem um veículo que vende bem tem um tesouro. E quem tem um tesouro sempre quer ter dois. Os utilitários esportivos foram o único segmento que conseguiu escapar da retração nas vendas automotivas no país. Em 2016, o líder entre os SUVs foi o Honda HR-V – fechou o ano com 55.769 emplacamentos e atingiu a décima posição entre os carros mais comercializados do país. No embalo desse sucesso, a marca japonesa anunciou que iria desenvolver localmente um utilitário esportivo mais compacto que o HR-V para complementar a linha.

Assim surgiu o WR-V, exibido em “première” mundial no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em outubro do ano passado. O modelo acaba de ser lançado e chegará às concessionárias brasileiras ainda esse mês. Projeto liderado pelo time de Pesquisa e Desenvolvimento da Honda Automóveis do Brasil com suporte da matriz japonesa, o novo produto fabricado em Sumaré deverá ser exportado para mercados da América Latina. E a Índia também vai conhecer o modelo em breve.

O WR-V – sigla que significa “Winsome Runabout Vehicle”, que o marketing da marca traduz como “veículo recreacional e cativante” – utiliza como base a arquitetura do Fit. Em termos de tamanho, é uma versão ligeiramente ampliada no comprimento e na largura – o utilitário esportivo é cerca de 2 cm maior que o monovolume nas duas dimensões em virtude das alterações na carroceria.

Foto: Luiz Humberto Monteiro Pereira_Auto Press
O visual é contemporâneo e agressivo. Transmite sensação de robustez e foge do conservadorismo

Armadura
Em termos de design, o conceito “Wild Armor” – “armadura selvagem” – valoriza a robustez das formas. A frente é elevada, a grade frontal com acabamento em “black piano” evoca a linha de utilitários esportivos da Honda e os faróis contam com luzes de uso diurno em leds. Padrões de forma com desenhos trapezoidais aparecem em várias partes do utilitário esportivo, como na grade inferior frontal, nas rodas, nas molduras dos para-lamas e em outros pontos do modelo. O design traseiro e sua lateral investem em traços horizontalizados e as lanternas se prolongam pela linha de cintura. O para-choque com molduras fortes ampliam a percepção de tamanho do conjunto.

A Honda buscou ocupar a faixa entre os R$ 78.900 do Fit EXL – a versão “top” do monovolume – e os R$ 86.800 do HR-V mais básico, o LX, quando equipado com câmbio CVT. A versão básica EX do WR-V começa em R$ 79.400 e a EXL – que acrescenta airbags de cortina, multimídia de 7″ multi-touchscreen com navegador GPS (AM-FM / Bluetooth / internet browser – via hotspot), conectividade Bluetooth, entrada auxiliar P2, Micro SD e 2 entradas USB – custa R$ 83.400. Em breve será lançada uma nova versão “top”, a Touring, por R$ 105.900.

Ponto a ponto


Desempenho: O motor 1.5 de 116 cv, que é o mesmo do Fit, não esbanja força, mas também não deixa a desejar. O câmbio CVT normalmente não colabora para dar desempenho esportivo aos veículos.


Estabilidade: Por ser mais elevado que o Fit, não seria estranho que o novo utilitário esportivo da Honda inclinasse mais nas curvas em alta velocidade.


Conforto: Por ser mais elevado que o Fit, é ainda mais fácil acessar seu interior, inclusive na traseira. Os bancos recebem bem os ocupantes.


Ficha Técnica – Honda WR-V
Motor: Flex
Potência: 115 cv
Peso: 1.123 kg
Porta-malas: 363 litros
Tanque: 45,3 litros
Produção: Sumaré
Preço EX: R$ 79.400
Preço EXL: R$ 83.400

Imprensa visita a Honda

A Honda apresentou o WR-V aos jornalistas nesta semana, na sede da montadora, em Sumaré. “O WR-V é o primeiro projeto da Honda fora do Japão e foi pensado especificamente para o púbico brasileiro, levando em conta os desejos do consumidor”, explicou Carlos Eigi, vice-presidente industrial da Honda. “Buscamos produzir um carro confortável e seguro, com boa visibilidade e muita versatilidade”. Na ocasião, a empresa também mostrou o seu processo de fabricação. Além do WR-V, a planta de Sumaré também produz o Civic, City, Fit e HR-V. A Honda fabrica cerca de 520 veículos diariamente e, na visita, os jornalistas puderam conferir de perto o processo de montagem do motor, de “impressão” e de soldagem da lataria, a instalação dos equipamentos e, até, os testes finais de qualidade. “Há 20 anos, produzíamos apenas 20 carros por dia. Hoje, a fábrica cresceu e o Brasil se torno um mercado importante”, ressaltou Eigi.

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