Mais ágil, Fiat Argo ganha motor 1.8

Na contramão do downsizing, a marca italiana prioriza o desempenho


Quando a Fiat lançou o compacto Argo, uma das pretensões era substituir o hatch Punto, descontinuado pela marca neste ano. No modelo extinto, duas configurações destacavam-se pelo apelo esportivo: a Sporting e a T-Jet. Para manter a ideia de desempenho, o Argo traz uma variante planejada para priorizar o vigor – a HGT.

E seus números se enquadram em uma espécie de meio-termo junto ao antecessor: seus 139 cv atingidos pelo mesmo 1.8 de antes é mais que os 132 cv máximos do Punto Sporting, mas menos que os 151 cv entregues pelo turbinado Punto T-Jet, que se alinhava à atual tendência de downsizing – entregar mais força a partir de motores menores, com a ajuda de turbocompressores.

É com o câmbio manual de cinco velocidades que o Argo HGT expressa sua veia mais esportiva. Com o pedal da embreagem, o hatch chega aos 192 km/h de velocidade máxima e parte do zero aos 100 km/h em apenas 9,4 segundos. O torque máximo, de 19,3 kgfm com etanol no tanque, dá as caras em 3.750 rpm. E para ajudar a garantir a nota B tanto em sua categoria quanto no geral do teste realizado pelo InMetro de eficiência energética, a marca italiana adotou a tecnologia start/stop, que desliga o motor em paradas como as de sinais de trânsito e o religa quando se aciona a embreagem.

Foto: MÁRCIO MAIO/CARTA Z NOTÍCIAS
O motor 1.8 de 139 cv move com bastante agilidade o hatch compacto

Adereços
Como de praxe no nicho de versões esportivas, o Argo HGT vem acompanhado de adereços visuais e particularidades tecnológicas para diferenciá-lo do resto da gama. A variante oferece itens exclusivos, como o display multicolorido de sete polegadas de alta definição e personalizável no quadro de instrumentos. Externamente, ele se diferencia por grade dianteira inferior com acabamento vermelho, spoilers no para-choque, moldura preta na parte inferior da lateral e nas caixas de roda, ponteira de escapamento trapezoidal cromada e rodas de liga leve aro 16. Há ainda uma calibração de suspensão e controle de estabilidade voltados para uma condução mais esportiva. Por dentro, também entra um revestimento vermelho na parte central do painel.

O preço, no entanto, se mostra um tanto salgado. Começa em R$ 64.600, mas essa conta pode ser elevada em R$ 9 mil com a adição de bancos revestidos em couro ecológico, rodas de liga leve de 17 polegadas, ar-condicionado digital, retrovisores com rebatimento elétrico, chave presencial, sensor de chuva e crepuscular, airbags laterais, sensor de estacionamento traseiro e câmara de ré. Completo por R$ 73.660, entrega uma fatura alta em um mercado cada vez mais turbinado e que valoriza a combinação de desempenho com eficiência energética.

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