Honda CR-V fica maior e mais barato

O SUV médio passa a ser vendido no Brasil neste início de abril apenas na versão topo de linha, Touring


Foto: Divulgação
O SUV médio passa a ser vendido no Brasil neste mês de abril apenas na versão topo de linha

A 5ª geração do CR-V retoma uma ideia que a própria Honda ajudou a implantar, desde a primeira geração, em 1996: visual robusto e dinâmica próxima à de carro de passeio. O SUV médio passa a ser vendido no Brasil neste início de abril apenas na versão topo de linha, Touring. Por aqui, será animado somente pelo motor 1.5 turbo a gasolina, semelhante ao utilizado pelo Civic Touring, mas recalibrado para render 190 cv, ou 17 cv a mais que o sedã – em comum, os dois modelos ainda têm a plataforma global compacta da Honda e os conteúdos. O que distancia bastante os dois modelos é o preço: o CR-V chega por R$ 179.900, ou cerca de R$ 45 mil a mais que o sedã.

Duas coisas explicam esta tabela tão “puxada”. A primeira é que o SUV deixa de ser trazido do México e passa a vir dos Estados Unidos. Ou seja: deixa de pagar a alíquota de 0,1% determinada pelo acordo bilateral com o país latino e passa a recolher integralmente os 35% de imposto de importação. A outra razão é que a partilha para o mercado brasileiro se reduz a 500 carros para os nove meses restantes de 2018, menos de 60 carros por mês. Esta limitação deve facilitar muito o trabalho de emplacar os modelos. Historicamente, as vendas do CR-V ficam entre 150 e 200 unidades mensais no Brasil. Mesmo com o “fogo amigo” do HR-V.

O preço se manteve alto, apesar do esforço da Honda de baratear o modelo ao criar uma configuração específica para o Brasil. Nela, foram retirados os recursos de condução semiautônoma, do chamado pacote Honda Sensing, que inclui controle de cruzeiro adaptativo, controle de faixa, monitor de tráfego cruzado, entre outros. Nos Estados unidos, este pacote está em todas as versões, com exceção da mais básica, LX. De qualquer forma, o SUV médio da Honda tem um conteúdo compatível com boa parte dos rivais do mercado brasileiro.

Tração
O motor turbo de 190 cv e 24,5 kgfm de torque é gerenciado por um câmbio CVT que simula sete marchas. A tração preferencialmente é dianteira, mas por ter, on demand, até 50% de sua capacidade transferida para o eixo traseiro. Em números não oficiais, o CR-V faz zero a 100 km/h em 8,9 segundos e fica na máxima de 180 km/h por limitador eletrônico. A nova plataforma do CR-V trouxe alguns ganhos estéticos e práticos. O carro ficou maior em todos os sentidos. Ganhou 3 cm no comprimento, 3,5 cm na largura, 1,3 cm na altura e 4 cm no entre-eixos. Agora tem, respectivamente, 4,59 metros, 1,86 m, 1,67 m e 2,66 m.

Apesar de o CR-V valorizar as linhas de utilitário esportivo que a geração anterior – que pendia para o conceito de crossover – o SUV médio ficou mais refinado por dentro. A Honda não esconde a intenção de se aproximar sua imagem à das marcas premium. Neste sentido, o CR-V é um ponto importante pela enorme visibilidade que tem. Em 2017, o SUV foi o modelo da marca mais vendido nos Estados Unidos, com cerca de 380 mil unidades. No mundo, foram quase 750 mil exemplares.

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