Honda Civic EXL vira carro-chefe da linha sedã

Preço 25% menor que versão turbo ajudou no sucesso de vendas do sedã médio


Quando lançou a 10ª geração do Civic no Brasil, ano passado, a Honda promoveu uma grande transformação no modelo. Sucesso de vendas em 2013, quando chegava a emplacar 5 mil unidades por mês, o sedã médio amargava 1.400 mensais no ano passado. E a questão não era o trem de força, semelhante ao de seu principal concorrente e líder no segmento, Toyota Corolla.

Daí a estratégia de manter nas configurações de entrada e intermediárias o antigo 2.0 aspirado, que entrega 155 cv e 19,5 kgfm de potência e torque máximos e trabalha em conjunto com transmissão continuamente variável.

Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
Apesar de não ser a configuração de topo da linha, o sedã se destaca pelas linhas agressivas e design imponente

Mas a diferença gritante dos preços da variante EXL, a mais cara com o propulsor já conhecido, e Touring, a única até agora 1.5 turbinada, fez da primeira a principal alternativa de combate aos avanços do Corolla XEi, a versão mais vendida e principal responsável pela liderança da Toyota entre os sedãs médios.

Liberal Motors – BC

Se o motor não mudou, o mesmo não se pode dizer do resto. O visual do Honda Civic EXL ganhou linhas sinuosas nos para-lamas, que contornam as caixas de rodas, e caimento alongado no teto em direção à traseira, semelhante a um cupê. O capô é alongado e com grade projetada, com linhas de entradas de ar, dos conjuntos óticos e dos vincos convergindo para o logo da marca, no centro. A traseira mais alta, com vidro bem inclinado, e as lanternas de leds em forma de bumerangue dão certa agressividade ao modelo em todos os ângulos.

A plataforma é nova e, segundo a Honda, tem rigidez torcional 25% maior. A suspensão também foi trocada, mas manteve a combinação de MacPherson na frente, com buchas hidráulicas, e multilink atrás. Uma nova caixa de direção elétrica com duplo pinhão e relação variável garante mais precisão de direção e senso de controle, tornando-a extremamente leve em baixas velocidades.

A configuração EXL ainda recebe central multimídia com tela touch de sete polegadas que reúne imagens da câmara de ré, GPS com alerta de tráfego e conexões com interface para Apple Car Play e Google Android Auto. O freio de estacionamento é elétrico, com destravamento automático e função brake-hold, que mantém o carro parado até que o acelerador seja acionado.

Reação O Civic ainda está longe de se ameaçar o posto de sedã médio mais vendido do rival Corolla. Mas já reagiu. No primeiro trimestre de 2017, registrou média de 2.500 unidades mensais, ou seja, um crescimento de mais de 70% em relação ao mesmo período de 2016. Com preço de R$ 105.900, a versão EXL não tem o melhor custo/benefício, mas se faz valer de seu bom recheio e da credibilidade que a marca ostenta no Brasil para se destacar no line up.

Ponto a ponto

Desempenho

O motor do Civic EXL é o mesmo 2.0 da geração passada, capaz de entregar 155 cv quando abastecido com etanol. Mas isso não chega a ser um demérito: o propulsor empurra o sedã médio com boa desenvoltura.

Estabilidade


A nova suspensão garante maior neutralidade da carroceria, mesmo em sequências de curvas. A sensação de segurança é intensa e a direção se mostra bastante precisa, mesmo em velocidades elevadas.

Conforto


A configuração rígida ajuda na estabilidade, mas cobra seu preço neste quesito. Os passageiros sentem bastante os solavancos provocados por desníveis nas ruas. Por outro lado, os bancos são confortáveis e o isolamento acústico é eficiente. O espaço interno também é bom, favorecendo viagens longas.