Audi Q7 prova que SUV grande pode ter apelo familiar

Utilitário faz parte do processo de ampliação de mercado da marca alemã no país


Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias
A atual geração do Audi Q7 segue a assinatura visual da marca, com linhas que misturam elegância e esportividade

Nos últimos anos, a Audi tem crescido no Brasil de forma consistente. Voltou a produzir carros no país – na linha A3 e Q3 – e aposta no aumento das vendas no nicho que mais se destaca no cenário não só nacional, mas global: os SUVs. Está aqui toda a sua linha renovada, exceto pelo menor de todos, o Q2, que deve ser lançado este ano.

Mas no caso do Audi Q7, não é bem o volume de vendas que interessa mais. Em 2016, quando a segunda geração chegou, apenas 177 unidades foram emplacadas – sempre na versão Ambition, com motor a gasolina ou a diesel. Já em 2017, sem o apelo da novidade, esse número caiu para 133. O utilitário grande serve mesmo como uma vitrine tecnológica para a marca, pois agrega as principais novidades disponíveis na fabricante das quatro argolas. E é com o propulsor 3.0 turbo a gasolina que ele expressa sua veia mais esportiva, a despeito de suas quase duas toneladas de peso e dimensões avantajadas.

O propulsor a gasolina rende 333 cv de potência e 44,9 kgfm de torque, sempre acompanhado pelo sistema de tração integral Quattro e câmbio automático de oito velocidades. O trem de força é suficiente para levar o modelo à máxima de 250 km/h – limitada eletronicamente – e partir do zero e chegar aos 100 km/h em apenas 6,1 segundos. Para reduzir o consumo gasto diante de tanto vigor, a Audi adotou no Q7 Ambition 3.0 TFSI um sistema inteligente start/stop, que desliga o motor quando o carro atinge velocidade inferior a 7 km/h.

A lista de itens de série é razoável, mas a melhor parte fica reservada aos pacotes opcionais pagos por fora. O virtual cookpit – tela de 12,3 polegadas personalizável com as principais informações do veículo no lugar do quadro de informações – vem de fábrica. Há também head up display e central multimídia com sistema de voz, navegação GPS, Bluetooth e acesso à internet e sistema de som premium da Bose. A tela no console central é escamoteável, mas não touch.

O maior
Ele traz como opcionais controle de cruzeiro adaptativo, eixo traseiro dinâmico, que esterça eletricamente as rodas em até 5º, faróis full led, sensor de ponto cego, assistente de desembarque e de tráfego reverso e suspensão adaptativa a ar, no entanto, ampliam bastante o preço inicial, de R$ 424.990 – completo, passa de R$ 520 mil. Aí incluído uma terceira fileira de bancos, que eleva a capacidade para sete passageiros.

O Q7 é o maior SUV da marca – divide a plataforma com o Porsche Cayenne, também do Grupo Volkswagen. Ele tem 5,05 metros de comprimento, 1,97 m de altura, 1,74 m de largura e 2,99 m de distância entre-eixos, com peso de 1970 kg. Por fora, a grade dianteira tem frisos grossos e cromados que se alinham aos faróis e, na lateral, um grande vinco percorre o perfil inteiro, se ligando ao contorno da lanterna e dos faróis. Por dentro, o couro dos revestimentos pode ser em quatro tonalidades diferentes: preta, cinza, bege ou marrom.

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