Instalação predial de gás

Aquecimento a gás do chuveiro gera uma economia de até 40% na conta de força e luz


Que o gás é uma fonte de energia econômica não há dúvidas, até por isso a instalação de tubulações de gás em prédios e residenciais é cada vez mais comum. Mas, para que o sistema de instalação de gás predial seja eficiente, seguro e, de fato, gere a economia necessária, é necessário um projeto e atenção às normas. “O projeto é de extrema importância para saber que tipo de instalação será feita, quais as possibilidades, os pontos de distribuição, além de dimensionar e quantificar as peças que serão utilizadas na instalação. O projeto contribui para que o custo do serviço não seja tão alto”, diz o gerente administrativo da Etecnogás Comércio e Serviços, Wladimir Barbosa Lopes. O chuveiro, o fogão da cozinha e a churrasqueira a gás da área gourmet são alguns exemplos de pontos de distribuição de gás.

Projeto é fundamental
O projeto de instalação de gás predial leva em consideração o tipo de gás que será utilizado – se GLP (gás liquefeito de petróleo) ou GN (gás natural) – e deve estar de acordo com as normas de instalação e segurança NBR 13932 e NBR 13933. “A contratação de profissionais com experiência técnica e com todas as certificações [NR 34, NR 35, NR 10 e NR15] em dia é o primeiro passo para elaboração de projeto eficiente e a instalação de um sistema seguro”, frisa Wladimir Barbosa Lopes, gerente da Etecnogás.

Foto: Fotolia
O projeto de instalação de gás predial leva em consideração o tipo de gás que será utilizado e deve estar de acordo com as normas de instalação e segurança

Tipos de gás e instalação de tubulação
GN – O gás natural é distribuído por empresa concessionária através de rede pública. A tubulação do imóvel deve ser ligada à rede. O consumo de gás é medido por medidor específico.

GLP. É obtido através de botijões específicos, posicionados em uma “central de gás”. Esta deve obedecer distância de segurança mínima do imóvel, determinada pela NBR 13932, e possuir sistema de ventilação a fim de dissipar o gás em caso de vazamento. O consumo de gás é medido por medidor específico.

P13. É o gás de cozinha comum. Sua instalação é proibida em estabelecimentos voltados a atendimento do público (comércio, escolas, postos de saúde, etc) devido ao alto risco de acidentes. Em casa, o botijão de P13 deve ficar na área externa da casa e protegido por uma “casinha” com ventilação apropriada. “O medidor de pressão e a mangueira que liga o botijão ao fogão tem validade de cinco anos e devem ser trocados para segurança da família”, alerta o gerente da Etecnogás Wladimir Barbosa Lopes.

Teste de estanqueidade
O teste de estanqueidade tem por finalidade identificar possíveis vazamentos no sistema de gás. “Na grande maioria das vezes o vazamento é provocado pelo próprio inquilino que fura a parede sem saber onde está posicionada a tubulação e acaba afetando a rede”, explica Wladimir Barbosa Lopes, da Etecnogás. Havendo danos, o consumo de gás na cozinha e no chuveiro aumenta e o risco de acidentes é maior. O teste de estanqueidade é obrigatório e deve ser realizado uma vez ao ano – o laudo do teste é essencial para emissão do ART (Auto de Responsabilidade Técnica), um dos documentos que compõe o AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).

Dicas do profissional

É possível instalar a tubulação de gás em um prédio já pronto?
Sim. Os prédios mais novos devem ter tubulação de gás prevista no projeto, já os mais antigos têm que adaptar. Quando é previsto em projeto, a tubulação fica embutida; quando vem depois, é mais difícil o quebra-quebra dentro do prédio, e aí, na maioria das vezes fica aparente. E se falando em prédio, a tubulação de gás é obrigatória em São Paulo por uma questão de segurança.

E em casa? É possível instalar essa tubulação?
Sim. Os tubos em residências geralmente são de cobre, nos prédios usa-se muito tubos multicamadas que têm melhor custo-benefício, eles são vendidos em rolos, são mais flexíveis, dispensam uso de curvas, joelhos e união de barras e as poucas conexões necessárias são feitas por compressão, sem solda.

Qual o preço da instalação da tubulação de gás predial?
O valor varia muito, pois depende do tipo de material a ser usado; o tipo de rede, se é GLP (central de gás) ou GN (rede pública), se é uma só ou individual; se foi prevista no projeto do prédio ou será realizada depois, são muitas variáveis. O que é possível mensurar é que a instalação do gás gera uma economia de 40% na conta de força elétrica, devido ao uso do chuveiro.

Como funciona a cobrança desse gás pelo prédio?
Quando o prédio adota o sistema de gás, cada apartamento deve ter uma ligação à rede, seja ela GLP ou GN. A medição é igual à da força elétrica, por medidores; cada apartamento tem o seu. O sistema de rateio é injusto; uma pessoa que mora sozinha, por exemplo, volta para o apartamento apenas à noite e mal usa o fogão não pode pagar o mesmo que uma família de cinco pessoas.

Fonte: Wladimir Barbosa Lopes_Etecnogás Comércio e Serviços

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