Vale a pena ter um plano odontológico?

Antes de fechar qualquer contrato, é preciso verificar quais procedimentos estão sendo oferecidos pela operadora


O número de participantes de planos odontológicos vem crescendo no País, mesmo em meio à crise financeira. Acompanhamento feito pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) mostrou que de janeiro a junho deste ano houve uma evolução de 3,9% em relação ao mesmo período do ano passado, com a inclusão de 850 mil novas adesões. Em 12 meses, de setembro de 2016 a setembro deste ano, o avanço foi de 7,2%. No total, são mais de 22 milhões de usuários.

Há uma combinação positiva entre os valores acessíveis das mensalidades, com ampla cobertura, menos burocracia e exigências, e atendimento satisfatório. Situação bem adversa da que se encontram os planos de saúde que, pelos problemas e valores proibitivos, vêm perdendo os beneficiários.

No mercado há planos básicos e individuais com custo que variam de R$ 30 a R$ 100 por mês. Mas que oferecem cobertura para cirurgias, extrações, inclusive as do siso, consultas, radiografias, restaurações, tratamento de canal, de gengiva, limpeza periódica e atendimento de urgências 24 horas. São os serviços mais usuais e que fazem parte do rol de procedimentos determinados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Foto: Fotolia
Há carência para começar a usar os planos odontológicos, que variam de 24 horas para atendimento de urgência até 180 dias

Na hora de contratar um plano é preciso verificar que procedimentos estão sendo oferecidos pela operadora e se eles atendem às suas necessidades. Além de analisar a relação de custo x benefício.

São os tratamentos mais complexos, os estéticos, que incluem próteses, aparelhos ortodônticos para a correção dos dentes, e clareamento que costumam ficar fora dos planos básicos. Mas quem precisar e tiver interesse nesse tipo de tratamento pode contratar um plano específico para isso, por uma faixa mais elevada de preço, mas que ainda assim, acessível a muitos bolsos.

Ter um plano básico ou com coberturas mais amplas pode compensar em termos financeiros. Basta imaginar quanto você gastaria hoje para fazer um tratamento de canal, R$ 800 ou R$ 1.000? Depende do dente, se frontal ou molar, do consultório, do dentista, mas com certeza, o valor daria para pagar uns bons pares de meses ou até por um ou dois anos a mensalidade do plano. Sendo que no convênio estarão sendo cobertos outros procedimentos pelo período em questão.

AS CONDIÇÕES
Pesquisamos as condições de planos básicos individuais das duas maiores empresas do setor, com rede nacional: a Odontoprev, com mais de 6 milhões de usuários e a Amil, com 2 milhões de beneficiários. As duas operadoras oferecem planos bem similares, até porque cobrem o rol mínimo de procedimentos exigidos pela ANS. De todo modo, o levantamento pode dar uma ideia de preços e é uma boa base para comparações.

O plano básico da Odontoprev tem uma mensalidade de R$ 45,60; o da Amil custa R$ 45,08 se o pagamento for com cartão, e R$ 49,00, se com boleto bancário. As principais coberturas são para cirurgia, extração do siso, radiografias, tratamento de canal, de gengiva, limpeza periódica, restaurações, recuperação de dente quebrado por queda, consultas de rotina, e atendimento de emergências 24 horas.
Planos que incluem próteses, uso de aparelhos (ortodônticos), ou de clareamento, em ambas operadoras, têm mensalidades que vão de R$ 115 a R$ 147, dependendo do tipo de serviço oferecido.

São oferecidos planos para crianças, a partir de R$ 14,98 na Odontoprev, e de R$ 34,25 na Amil, mas com coberturas distintas. Há carência para começar a usar os planos, que variam de 24 horas para atendimento de urgência até 180 dias, dependendo do procedimento e do plano.

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