Sintomas de pedras na vesícula

O mais comum deles é uma intensa dor no lado direito da barriga, que surge cerca de 30 minutos até 1 h após comer


O principal sintoma de pedra na vesícula é a cólica biliar, uma dor súbita e intensa no lado direito do abdômen. Normalmente surge cerca de 30 minutos a 1h após a refeição, mas passa depois que acaba a digestão dos alimentos, pois a vesícula deixa de ser estimulada para liberar a bile.

Assim, se acha que pode estar com pedra, selecione os seus sintomas: dor forte no lado direito da barriga até 1 hora após comer; febre acima de 38ºC; cor amarelada nos olhos ou na pele; diarreia constante; enjôos ou vômitos, especialmente após as refeições; perda de apetite.

Porém, estes sintomas acontecem em poucos casos e, por isso, é possível descobrir a pedras na vesícula durante exames de rotina, como ecografias abdominais. Pessoas com maior risco de pedra devem marcar uma consulta no gastroenterologista para manter vigilância e identificar o problema.

Foto: Fotolia
Pedra na vesícula

A vesícula biliar é responsável por armazenar a bile, um líquido esverdeado que ajuda na digestão das gorduras. No momento da digestão, a bile atravessa os canais biliares e chega ao intestino, mas a presença de pedras pode bloquear esse caminho, causando inflamação da vesícula e dor.

Também pode acontecer de as pedras serem pequenas e conseguirem atravessar os canais biliares até chegarem ao intestino, onde serão eliminadas juntamente com as fezes.

Em caso de surgirem os sintomas, deve-se procurar o clínico geral ou o gastroenterologista. Se a dor for constante ou se também houver febre e vômitos, deve-se ir ao pronto socorro. O diagnóstico de pedra na vesícula normalmente é feito através de ultrassom. No entanto, exames mais específicos como ressonância magnética, cintilografia ou tomografia computadorizada podem ser utilizados para identificar se a vesícula está ou não inflamada.

​O tratamento para pedra na vesícula pode ser feito com dieta adequada, uso de remédios, ondas de choque ou cirurgia, e vai depender dos sintomas apresentados, do tamanho das pedras e de outros fatores como idade, peso e outras doenças existentes, como diabetes e colesterol alto.

A alimentação deve ser controlada para evitar o aumento do colesterol, uma das principais causas da formação das pedras. A dieta deve ser pobre em gorduras saturadas e trans, e rica em fibras.

O que comer: frutas, legumes, salada crua, produtos integrais como pão, arroz, macarrão e bolachas, grãos integrais como aveia, chia e linhaça, bolachas de água e sal ou maria.

O que não comer: frituras em geral, salsichas, linguiças, carnes vermelhas, margarina, leite integral, queijos amarelos como cheddar e mussarela, creme de leite, pizza, produtos industrializados como bolacha recheada, salgadinhos de pacote e comida congelada.

​​Também é importante manter-se hidratado, bebendo bastante água, chás ou sucos naturais, de preferência sem açúcar. O tratamento com uso de remédios é feito quando as pedras são provenientes de colesterol alto, pois os medicamentos como Ursodiol agem dissolvendo essas pedras.

No entanto, a pessoa pode precisar tomar esse tipo de remédio por muito tempo, pois normalmente as pedras levam anos para se dissolverem. Só é indicado para pessoas que não sofrem com os sintomas de dor.

Ondas de choque

As pedras na vesícula podem ser tratadas por Litotripsia, que são ondas de choque que quebram as pedras em pedaços menores, mais fáceis de atravessar os ductos biliares até o intestino, onde serão eliminadas pelas fezes.

Este tratamento alternativo deve ser utilizado juntamente com medicamentos e é indicado principalmente para indivíduos que não podem ser operados devido a idade ou outros problemas de saúde, como doença cardíaca. A desvantagem dos tratamentos não cirúrgicos é a elevada chance de as pedras voltarem a surgir e inflamarem a vesícula.

O tratamento cirúrgico é feito quando a pessoa apresenta dores abdominais ou quando as pedras são muito grandes. A cirurgia pode ser feita através de um corte no abdômen ou por laparoscopia, que é uma cirurgia feita através de um pequeno corte na barriga, por onde o cirurgião coloca uma câmera dentro do abdômen e consegue retirar a vesícula sem precisar fazer um corte maior. Esse método é o que mais vem sendo utilizado.

A cirurgia costuma ser o tratamento escolhido porque traz uma solução definitiva para o problema e o paciente geralmente só necessita ficar internado um dia, podendo retornar às suas atividades normais após cerca de duas semanas. Depois da cirurgia, o fígado continuará produzindo a bile, que agora vai diretamente para o intestino no momento da digestão.

O que pode acontecer se eu não tratar as pedras na vesícula?

Quando as pedras são pequenas e não causam dor, a pessoa pode passar a vida inteira sem sentir nada. No entanto, as pedras podem crescer e bloquear os canais biliares, causando complicações como:
Colecistite. Inflamação da vesícula com aumento do risco de infecção. Os sintomas são dores abdominais constantes, mesmo quando a pessoa não se alimenta, febre e vômitos;

Coledocolitíase. Quando o cálculo sai da vesícula e obstrui o coledoco, provocando icterícia. Os sintomas costumam ser pele e olhos com coloração amarelada;

Colangite. Infecção grave causada por bactérias, podendo levar à morte. Sintomas: dor abdominal, febre, calafrios e icterícia;

Pancreatite aguda. Quando a pedra entope um ducto do pâncreas. Os sintomas são dor abdominal intensa, náuseas, vômitos e icterícia.

Fonte: Arthur Frazão, clínico geral
www.tuasaude.com

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