Quando a suplementação tem indicação

Existem muitos mitos que envolvem e circulam o tema relacionado ao consumo de vitaminas e outros tipos de suplementos


O nosso dia a dia se modificou muito ao longo dos anos, e se a medicina evolui o suficiente para tratar doenças “incuráveis”, o corpo humano tem mostrado que precisa de cada vez mais energia para suportar o estresse causado diariamente.

Entre os pontos mais afetados por este novo estilo de vida, está a alimentação – o pilar inicial da saúde do organismo. Acordar cedo, passar horas no trânsito, petiscar ao longo do dia sob o efeito de muito café, e chegar em casa e ainda preparar aquele jantar… Não é bem assim.

Infelizmente o tempo é curto e as alimentações, além de erradas, não são feitas com cuidado e nem com todos os nutrientes necessários ao corpo. São muitos lanches, cafés, “petiscos” e refeições pesadas que não agregam na nossa saúde, além é claro de que é quase impossível ter uma alimentação perfeita com tudo aquilo que o organismo necessita. E este é afinal o papel da suplementação alimentar.

Foto: Fotolia
Suplementação pode trazer diversos benefícios, mas desde que tenha orientação de um profissional especializado

“A suplementação é indicada quando a ingestão de alimentos não consegue alcançar as necessidades nutricionais. São vários os sintomas que indicam a deficiência de nutrientes, tais como imunidade baixa com recorrência frequente de resfriados, câimbras, unhas fracas, cabelos quebradiços e ressecados, manchas na pele, fraqueza, doenças periodontais, problemas ósseos, obesidade, diabetes e até mesmo depressão e câncer”, afirma Dalila Marciele Nunes, nutricionista.

Existem dois extremos quando se fala em suplementação: aquelas que acreditam que ela age como um “remédio” para engordar, para emagrecer, ou aqueles que conhecem seus benefícios e tomam por conta própria, acarretando em muitos problemas que ajudam, posteriormente, na posição de “vilão” da alimentação.

A suplementação tem como função dar ao organismo todos as vitaminas e minerais que ele precisa, porém, deve ser sempre ingerida com a orientação médica e nunca por conta própria.

“As pessoas confundem os suplementos esportivos utilizados por atletas para ganhar massa muscular ou emagrecer, com os suplementos vitamínicos que ajudam a pessoa a ter os nutrientes diários para prevenir e tratar doenças”, conta a nutricionista.

CALORIAS

Uma dúvida comum é: os complementos vendidos em cápsulas são medicamentos? “Apesar de ser um comprimido, os suplementos não são remédios, mas sim, substâncias naturais”, esclarece Arthur Leão, da Vital Natus.

Outra questão comum é se os suplementos engordam. É aí que entra a orientação médica. Dalila explica que eles não possuem calorias, portanto não engordam. Porém, o que acontece é que esses nutrientes podem participar de funções que aumentam o apetite, fazendo com que a pessoa coma mais e ganhe mais peso.

Portanto, é fundamental saber como é a sua saúde e deixar que um médico avalie cada caso, recomendando a suplementação certa para cada um. Ela detalha ainda mais: esclarece que é necessário saber da rotina da pessoa, se pratica exercícios, quanto tempo pratica e a intensidade deles.

Crianças também precisam de suplementação?

Crianças também podem necessitar de suplementação, e assim como no caso dos adultos, é importante ter o aval e o acompanhamento do pediatra.

Vale também verificar os fabricantes desses suplementos e ficar atento até mesmo na embalagem que conservam os comprimidos, pois dependendo do nutriente, eles necessitam de invólucros especiais em diferentes cores para conservar o seu efeito.

Em outras palavras, com a orientação médica, é possível descobrir se há a necessidade de entrar com o suplemento e o seu consumo adequado, sem mitos, sem medos e, principalmente, sem neuras.

“A suplementação inadequada poderá trazer sérios prejuízos à saúde do paciente. Ferro demais pode se depositar nas artérias e causar cansaço. Muita vitamina C é capaz de aumentar o risco de pedras nos rins. E, no fígado, pode haver um acúmulo de gordura. Além disso, se o indivíduo for mal orientado, pode aumentar o percentual de gordura, ter acne, gases e alergias respiratórias, no caso de consumir um excesso de proteínas. Pode, ainda, apresentar dificuldade de digestão”, ressalta a nutricionista Dalila Marciele Nunes.

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