Oito mitos e verdades sobre o Alzheimer

Pesquisas sobre demência proporcionaram maior compreensão sobre o mal


A doença de Alzheimer é o tipo de demência mais comum e também é um termo geral usado para descrever as condições que ocorrem quando o cérebro não mais consegue funcionar corretamente. O Alzheimer causa problemas na memória, pensamento e comportamento. Nos estágios iniciais, os sintomas de demência podem ser mínimos, mas pioram conforme a doença causa mais danos ao cérebro. A taxa de progresso da doença é variável conforme a pessoa, contudo, pessoas portadoras de Alzheimer vivem em média até oito anos após o início dos sintomas.

Foto: Fotolia
Na fase mais grave da doença, a pessoa não reconhece ninguém, nem mesmo a si mesma

Apesar de não haver atualmente tratamentos que impeçam o progresso da doença de Alzheimer, há medicamentos para tratar os sintomas de demência. Nas últimas três décadas, as pesquisas sobre demência proporcionaram uma compreensão muito mais profunda sobre como a doença afeta o cérebro. Hoje em dia, os pesquisadores continuam a buscar tratamentos mais eficientes e a cura, além de formas para impedir o Alzheimer e melhorar a saúde cerebral.

Para esclarecer algumas informações que podem nos confundir devido a alguns mitos da ‘sabedoria’ popular, a Euroimmun, laboratório especializado no diagnóstico de doenças autoimunes, infecciosas, alergias e genéticas, esclarece oito mitos e verdades sobre o Alzheimer.

Alzheimer é uma doença genética
MITO. Apenas 2 a 5% dos casos de Alzheimer são causados por mutação genética, e mesmo assim sem correlação de hereditariedade. A maioria das desordens mentais, como o Alzheimer, são aleatórias e o fator de risco mais importante é a idade.

O primeiro sintoma da doença de Alzheimer é a perda de memória
MITO. A perda de memória é um sinal comum do Alzheimer, mas nem sempre é o sintoma inicial. A dificuldade de linguagem, desorientação no tempo e espaço, alterações de comportamento e humor e dificuldade de planejamento são em muitos casos os primeiros sintomas da doença.

Nem todos os problemas de memória são devido ao Alzheimer
VERDADEIRO. O Alzheimer é apenas uma das doenças que podem afetar a memória. O estresse, depressão, diabetes, doença da tireóide e outras demências como Doença de Parkinson e esclerose múltipla, podem afetar a memória.

Mulheres têm mais chance de desenvolver Alzheimer
VERDADEIRO. A doença de Alzheimer afeta duas vezes mais mulheres que os homens! O fato é que as mulheres vivem mais que os homens e um dos principais fatores de risco da doença é a idade.

Demências são consequências do envelhecimento
MITO. Primeiro devemos explicar que demência não significa loucura. Demência é um quadro diagnóstico cujo paciente apresenta perda cognitiva progressiva. As demências não são consequência do envelhecimento, apesar de comum, elas não fazem parte do envelhecimento normal.

O diagnóstico do Alzheimer é muito difícil
FALSO. Não existe um único critério específico e confiável para o diagnóstico de Alzheimer, mas uma combinação de testes, e todos disponíveis na medicina laboratorial. A combinação de anamnese, perfil neuropsicológico, imagens cerebrais e biomarcadores de líquor (proteína total tau, tau fosforilada, Beta-amilóides 1-40 e 1-42) diferenciam o Alzheimer de outras demências ainda no estágio inicial da doença. Esses testes estão todos disponíveis no Brasil atualmente, converse com seu médico.

A doença de Alzheimer não tem cura
VERDADEIRO. Apesar de não ter cura, alguns tratamentos podem retardar a evolução da doença e minimizar os sintomas. Por isso o diagnóstico precoce é um importante aliado para retardar a progressão da doença.

É possível evitar o Alzheimer
PARCIALMENTE VERDADEIRO. Atividades cognitivas, alimentação saudável e exercícios físicos apesar de não impedirem o desenvolvimento da doença, contribuem para retardar o
início e o aparecimento dos sintomas.

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