Cuidados com corpo com a chegada do verão

Com a nova estação, contato com a água do mar ou da piscina, além do suor e umidade, podem afetar algumas partes do corpo


O verão chegou prometendo dias mais quentes, ideais para momentos de diversão à beira da piscina ou na praia. Porém, é preciso tomar cuidado: é justamente nessa época do ano que muitas doenças relacionadas ao ouvido, nariz e garganta costumam ser mais comuns. Segundo especialistas, quem fica mais tempo exposto à água (nadando em piscinas, no mar ou em rios, por exemplo), tem mais chances de desenvolver otites, caracterizada por inflamação ou infecção no ouvido.

De acordo com a médica otorrinolaringologista Jeanne Oiticica, isto ocorre porque o calor dilata os vasos sanguíneos e favorece o suor e a umidade, fatores que deixam a pele do ouvido mais quente, úmida e molhada. Isso contribui para a proliferação de micro-organismos como bactérias, fungos e vírus, causadores de doenças. A otite pode causar incômodos como dores nos ouvidos, coceira, irritação, inchaço, pus, água e até perda auditiva.

Foto: Divulgação
Dor de garganta é um dos males mais comuns com a chegada do verão

Dicas simples, no entanto, podem evitar esse problema e fazer você ter um verão bem mais tranquilo. Apesar de serem raras as ocorrências, o excesso de água nos ouvidos pode contribuir para o surgimento de infecções, em especial da pele do canal da orelha. “Por isto, para quem estiver em contato com água e mergulhar diariamente, é recomendado usar um tampão. O ideal é que ele seja confeccionado sob medida, sob pedido de um fonoaudiólogo”, explicou a médica.

“Isto é recomendado para pessoas predispostas a otites de repetição ou crônica, e ou aqueles com perfuração da membrana timpânica do ouvido”, disse. Até mesmo o cloro presente nas piscinas pode ser prejudicial. “Ele é um irritante da mucosa das vias respiratórias capaz de sensibilizar o aparecimento de crises de rinite, bronquite, asma em pessoas susceptíveis e predispostas”.

OUTROS CUIDADOS

Mesmo que você não esteja de férias e não tenha conseguido escapar do trabalho, o período de cuidados continua a ser observado: o ar-condicionado pode afetar a garganta. “O principal efeito do ar-condicionado é que ele promove o ressecamento do ar e, consequentemente, da mucosa da garganta. Isto reduz a produção local de secreções, ricas em anticorpos, o que torna a mucosa da garganta susceptível e predisposta ao ataque de micro-organismos”.

Um dos ditados repetidos à exaustão, principalmente pelos mais velhos, pode ter um fundo de verdade: sorvetes e bebidas mais geladas também podem prejudicar a garganta.

“Em alguns casos, elas causam ‘vasoconstricção’, que é a contração dos vasos sanguíneos na mucosa da garganta”, ressaltou Jeanne. “Se a imunidade já está comprometida ou se a pessoa possui algum tipo de predisposição individual a ter infecções, alimentos e bebidas gelados facilitam essas doenças”.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!