Como prevenir e identificar um AVC?

Pode acontecer com qualquer um, em qualquer idade, afetando também aos familiares e amigos


O Dia Mundial do Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi lembrado anualmente no último domingo (29), com a finalidade de conscientizar as pessoas sobre as formas de prevenção da doença cerebral que mais mata no Brasil.

A fisioterapeuta Marcia Viana, da clínica que leva o seu nome, em Campinas, especialista em fisiologia do exercício e treinamento resistido, alerta que o exercício de força pode ajudar a evitar o acidente vascular cerebral.

Foto: Divulgação
Exercícios físicos são fundamentais para evitar um AVC

De acordo com ela, a prática de atividade física de força diminui a frequência cardíaca e a pressão arterial nas ações cotidianas, desde as que exigem pequenos esforços ­ como levantar da cadeira e subir escadas – até nas tarefas mais difíceis, a exemplo do deslocamento de objetos pesados.

Há dois tipos de classificação para o AVC: o isquêmico e o hemorrágico. O isquêmico é decorrente de uma obstrução de um vaso sanguíneo cerebral, ocasionando a falta de fornecimento de sangue na região afetada.

É mais comum em idosos, principalmente que tenham diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, problemas vasculares e que fumam.

É o mais popular e atinge 80% das vítimas de acidentes vasculares. Nesses casos, os sintomas costumam ser de perda repentina da força muscular e da visão, sensação de dormência no rosto e membros, dificuldade para falar, tonturas, formigamento em um dos lados do corpo e alteração de memória.

Já o AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo cerebral se rompe, causando sangramento intracraniano. Menos comum, atinge 20% das vítimas do derrame e acontece também em pessoas mais jovens.

A evolução é mais grave, sendo capaz até de trazer maiores complicações, como: edema cerebral, crises epiléticas, depressão, úlceras de decúbito (feridas na pele decorrentes da imobilidade), infecções e tromboses.

SINTOMAS

As características que podem definir esse ataque são dor de cabeça repentina, aumento da pressão intracraniana, edema cerebral, náuseas e vômitos e déficits neurológicos semelhantes aos provocados pelo tipo isquêmico.

Em ambos os casos, o serviço de saúde deve ser acionado imediatamente. Porém, o atendimento rápido e assertivo diminui o risco de sequelas e ajuda no tratamento posterior ao acidente.

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