Cerca de 10 milhões de novos casos de tuberculose são registrados no mundo

Apenas uma em cada 10 pessoas infectadas com a bactéria podem vir a desenvolver esta doença que afeta os pulmões


A tuberculose é uma doença infecciosa e transmissível que afeta prioritariamente os pulmões. Anualmente, são notificados cerca de 10 milhões de novos casos em todo o mundo, levando mais de um milhão de pessoas a óbito. O surgimento da Aids e o aparecimento de focos de tuberculose resistente aos medicamentos agravam ainda mais esse cenário.

A tuberculose consta na lista da Organização Mundial de Saúde como uma das 10 maiores causas de morte no mundo, além de ser a terceira causa mundial de mortalidade causada por um agente infeccioso. Atualmente, surgem 10 milhões de novos casos, e morrem aproximadamente 1,4 milhões de pessoas por ano mundialmente devido à doença. No Brasil, ela é um sério problema da saúde pública, com profundas raízes sociais. A cada ano, são notificados aproximadamente 70 mil casos novos e ocorrem 4,5 mil mortes em decorrência da doença. A tuberculose tem cura e o tratamento é gratuito e disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde.

Foto: Fotolia
Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças ao nascer, ou, no máximo, até 4 anos, com a vacina BCG

Foram encontradas evidências da existência das bactérias de tuberculose em múmias do antigo Egito e o médico grego Hipócrates falou de “consumo” em seus escritos do séculos 4 e 5 a.C. O termo usado antigamente era justamente “consumo”, pois os pacientes sofriam com acentuada perda de peso, aparentando serem consumidos pela doença.

O Dia Mundial da Tuberculose foi instituído em 24 de março quando Robert Koch, em 1882, descobriu a bactéria causadora da tuberculose, Mycobacterium tuberculosis. Em 1905, o pesquisador ganhou o Prêmio Nobel de Medicina por suas pesquisas e descobertas sobre a doença.

VACINAÇÃO
Em 1908, os cientistas Albert Calmette e Camille Guérin conseguiram isolar uma cepa do bacilo da tuberculose para produzir culturas vivas atenuadas a serem usadas como vacina. A cepa recebeu o nome de bacilo Calmette-Guérin, de onde surgiu o nome “BCG”. Foi aplicada pela primeira vez em crianças em 1921.

Para prevenir a doença é necessário imunizar as crianças ao nascer, ou, no máximo, até 4 anos, 11 meses e 29 dias com a vacina BCG, a qual protege a criança das formas mais graves, como a tuberculose miliar e a meníngea. A vacina está disponível gratuitamente, nas salas de vacinação das redes de serviços do Sistema Único de Saúde, incluindo também as maternidades. O tratamento no Brasil é feito de forma gratuita nos postos de saúde. São quatro medicamentos diferentes, os quais devem ser tomados por seis meses na maioria dos casos. O tratamento não pode ser interrompido com risco da micobactéria adquirir resistência.

TRANSMISSÃO
A tuberculose não está relacionada à gripe ou pneumonia. A doença é infecciosa e é transmitida pelo ar, embora seja preciso um longo tempo de exposição com a pessoa doente para que haja um contágio.
O médico infectologista Rodrigo Athanazio diz que “estima-se que o risco aumente com pessoas que permaneceram por mais de 200 horas com pacientes com tuberculose bacilífera (aqueles que possuem exame de basciloscopia do escarro positivo) ou por mais de 400 horas com pacientes com tuberculose paucibacilar (aqueles que somente o exame de cultura de escarro é positivo).” Existe a possibilidade do contágio por meio de animais, porém isso quase nunca acontece.

Segundo Athanazio, existem três tipos de tuberculose: pulmonar, pleural e extra-pulmonar, que ocorre quando a micobactéria da tuberculose se manifesta em outros órgãos tais como cérebro, rins e vias urinárias, fígado, intestino, meninges (membranas que recobrem o cérebro), pele e coração.

Fontes: Ministério da Saúde
Doctoralia (www.doctoralia.com.br)

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