‘Zelda’ é eleito o GOTY 2017 (e porque é merecido e você PRECISA jogar)

The Legend of Zelda: Breath of the Wild, para Nintendo Switch e WiiU, é visto como uma revolução dos jogos open-world


Na noite desta quinta-feira, dia 07, foi realizada a cerimônia do The Game Awards, que premiou os melhores jogos lançados em 2017. No páreo pelo principal prêmio da noite, o que melhor game do ano (o famoso GOTY, Game of the Year), estavam Super Mario Odyssey, Horizon Zero Dawn, Persona 5, PlayerUnknown’s Battlegrounds e The Legend of Zelda: Breath of the Wild. O vencedor da noite foi Zelda, que trouxe para Nintendo mais do que uma estátua: trouxe o reconhecimento, merecido, por ter revolucionado um gênero que carregava anos de marasmo.

Zelda: BotW é a “primeira” aventura do heroi Link e da princesa Zelda num game open-world (ou seja, de mundo aberto, onde o jogador pode ir para qualquer lugar). “Primeira”, entre aspas, porque o primeiro game da franquia, The Legend of Zelda, lançado em 1986 para o NES, já tinha uma premissa parecida: ao iniciar a partida, o jogador podia se dirigir para qualquer lugar do mapa, sem uma ordem estabelecida ou “correta”. Breath of the Wild, no entanto, pegou essa mesma ideia e elevou a patamares jamais vistos até hoje em um jogo de videogame.

Muitos podem dizer que games como Skyrim ou The Witcher 3, ou até mesmo GTA (Grand Theft Auto), seguem esse mesmo modelo, porém, o que vemos nesse Zelda é diferente. Quando dizemos que o game é de mundo aberto e você pode ir para qualquer lugar, acredite: é exatamente isso que você pode fazer. Está num deserto e, ao longe, vê uma montanha gigantesca de neve? Sim, você pode escalá-la e subir no topo dela. Quer escalar ou cortar (qualquer) árvore de uma floresta? Sim, também é possível. Quer iniciar o game e ir direto enfrentar o chefão final? É por sua conta e risco, mas, sim, você também pode.

Foto: Divulgação
Usar flechas de fogo em barris inflamáveis resulta em ataques destruidores
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Os Guardiões são os novos inimigos de Link – e darão dor de cabeça ao heroi

O jogo te dá total liberdade para fazer o que você bem entender, na hora que quiser, na ordem que decidir. Não há setas ou caminhos a serem seguidos: cada jogador faz sua própria jornada. E dificilmente duas pessoas farão as mesmas coisas, na mesma ordem e do mesmo modo. Além disso, o jogador tem uma interação única com o ambiente, raramente vistas em outros títulos. Se estiver chovendo, por exemplo, você não conseguirá escalar rochas; se estiver trovejando e o heroi carregar itens metálicos, ele será atingido por um raio; se um inimigo estiver sem armas, ele usará galhos e pedras do cenário para atacar – e você pode fazer o mesmo. Ou seja, a palavra que define o jogo é liberdade.

Hyrule, o mundo onde o game se passa, está vivo e é quase como uma personagem – e vai te recompensar por ser curioso e querer xeretar em cada canto dele.

Mas nada disso seria interessante sem um background e uma história comovente. Simples, mas funcional, o enredo do game coloca o jogador na pele de Link, 100 anos após a aparição de Calamity Ganon. O vilão, mais uma vez, invadiu o reino e derrotou não só o heroi, como também os quatro Champions, escolhidos para enfrentar o monstro. Link, então, é colocado numa câmara e acorda 100 anos depois para voltar a enfrentar Ganon. Sem memória, ele precisa percorrer Hyrule, agora totalmente destruída, em busca de uma maneira de enfrentar seu arqui-inimigo.

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Os oponentes são inteligentes e usam qualquer coisa do ambiente para atacar

The Legend of Zelda: Breath of the Wild é o típico game em que, para experimentar sua genialidade, é preciso jogar, sentir o gameplay que os desenvolvedores quiseram proporcionar. O game está com média de 97 pontos (de 100) no site Metacritic, que reúne crítica de especialistas de todo o mundo e, pelo que tudo indica, vai seguir de parâmetro para as demais produções open-world daqui para frente.

 

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