Disney compra parte da 21st Century Fox e ‘recupera’ herois da Marvel

União entre as empresas marca um dos maiores negócios de Hollywood e pode fortalecer o Universo Cinematográfico da Marvel


Depois de semanas de especulações, a Disney confirmou a compra de parte da 21st Century Fox. O valor da negociação é astronômico e chega a casa dos US$ 52,4 bilhões. Entraram na jogada todos os setores de entretenimento da empresa, como TV e cinema, e personagens como Os Simpsons e Avatar. Porém, uma das coisas mais interessantes diz respeito à alguns super-herois “desgarrados” da Marvel, que estavam sob domínio da Fox: Deadpool, todos os demais X-Men e o Quarteto Fantástico, agora, retornam à editora (comprada pela Disney em 2009). Resumindo: agora, esses herois podem fazer parte do Universo Cinematográfico da Marvel nos cinemas.

Foto: Divulgação
Wolverine, Coisa, Tocha Humana… Vingadores podem ficar completos no cinema

Antes, é sempre bom relembrar como esses personagens deixaram a Casa das Ideias. No final da década de 90, a Marvel estava à beira da falência e precisou vender os direitos de personagens icônicos como Homem-Aranha (para a Sony) e os X-Men e o Quarteto Fantástico (para a 20th Century Fox). Com isso, a editora conseguiu se reerguer. No começo dos anos 2000, tanto o Homem-Aranha quanto os mutante ganharam seus primeiros filmes (que foram tremendos sucessos), e a Marvel percebeu que poderia apostar nessa ideia. Assim, em 2008, já com um estúdio próprio para produzir seus filmes (a Marvel Studios), a editora lançou Homem de Ferro – dando início ao seu Universo Compartilhado, que é um imenso sucesso até hoje.

No decorrer dos anos, a Marvel conseguiu um acordo com a Sony e inseriu o Homem-Aranha em seu universo no cinema, no longa Capitão América: Guerra Civil e, depois, no filme solo do heroi, Homem-Aranha: De volta ao Lar (lembrando que ele também estará em Vingadores: Guerra Infinita). Agora, com a compra de partes da Fox pela Disney, todos os direitos vendido pela Marvel, lá na década de 1990, retornam à editora. Isso significa que a Marvel Studios poderá produzir filmes com personagens como Surfista Prateado, Sr. Fantástico, Wolverine, Galactus, Ciclope, Professor Xavier, Magneto, Jean Grey, Deadpool e Mulher Invisível, entre tantos outros, e inseri-los em seu Universo Cinematográfico.

Hugh Jackman, que viveu Wolverine em todos os filmes dos X-Men, já disse que voltaria ao personagem caso ele entrasse para os Vingadores (como acontece nos quadrinhos). Porém, é difícil imaginar que a Disney reaproveite o ator. O mais provável é que um novo nome seja escalado para viver não só esse mutante, como todos os demais, caso eles sejam, realmente, aproveitados no Universo Cinematográfico da Marvel. Essa pode ser a chance de termos, finalmente, a “visão” da própria Marvel desses personagens – embora a Fox até tenha produzido alguns bons filmes dos mutantes.

Foto: Variety
Não são apenas os herois: Disney agora também é dona de marcas como Simpsons e Avatar

Agora, quem mais sai ganhando é o Quarteto Fantástico. As três empreitadas do grupo de herois nos cinemas nunca alcançaram o sucesso (e a qualidade) merecida. Agora, nas mãos da Marvel, o quarteto pode finalmente ganhar um filme digno, além de abrir portas para um novo arco nos cinemas, após Vingadores 4 e a ameaça de Thanos. Isso porque Galactus, um dos maiores vilões da Marvel nos quadrinhos (tanto em poder quanto em tamanho), fazia parte da venda para a Fox, mas também retornou após o acordo.

Ou seja, as possibilidades, a partir desse momento, são animadoras. Os fãs de quadrinhos já podem começar a sonhar com futuras produções (que tal levar ao cinema o arco Vingadores Vs X-Men, um dos maiores sucessos recentes dos quadrinhos?), agora que a Marvel tem todos os seus herois de volta ao ninho.

Concorrência
Claro, os ativos da Fox não se resumem aos personagens da  Marvel. O estúdio também tem os direitos de distribuição de franquias de sucesso como Alien, Duro de Matar, Planeta dos Macacos e Avatar, além de desenhos animados como Os Simpsons e Family Guy. Além de assumir essas franquias, outra razão para a compra da empresa rival é estimular o catálogo do serviço de streaming próprio que a Disney pretende lançar em 2019, para concorrer com a Netflix.

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