O poder dos temperos e ervas

Um simples toque a mais pode ressaltar ou comprometer o sabor das receitas, então escolha a pitada ideal!


Se você gosta de assistir ao MasterChef Brasil, reality gastronômico de maior sucesso da TV aberta, já sabe: um bom “tompero”, como diz o chef Erick Jacquin, pode fazer toda a diferença e salvar um prato do desastre total. O inverso, no entanto, também ocorre e errar na escolha dos temperos pode colocar tudo a perder. Pensando nisso, o SABORES preparou um verdadeiro guia para você nunca mais errar na hora de temperar seus pratos. Ervas, especiarias, misturas… Tem de tudo. Então, deixe o sachêzinho daquele tempero pronto de lado e aposte nos complementos naturais.

As ervas certas

O sal, a cebola e o alho formam a “tríade” clássica dos temperos, mas você não precisa parar neles. Alecrim, coentro, hortelã, manjericão, orégano, salsinha, tomilho… São inúmeras opções. O bom é que todas elas podem ser plantadas em casa, em espaços pequenos e até vasinhos. O problema é em quais pratos usar cada um desses ingredientes. Nós te ajudaremos nesta tarefa!

Alecrim: Essa erva tem sabor muito forte e característico e deve ser usada com cuidado. Em excesso, pode dominar completamente o sabor do prato. Além das folhas, você pode adicionar o ramo também às suas receitas. É ótimo para carne vermelha, carne de frango, carne suína, e em legumes assados, especialmente batatas.

Louro: É muito versátil e vai bem além do temperinho do feijão. Você pode usá-lo em caldos, legumes, assados, refogados de carnes e molhos de tomate. Ele pode ser cozinhado por longos períodos de tempo sem perder as suas propriedades, ao contrário de boa parte das outras ervas.

Coentro: Assim como o alecrim, tem um sabor muito presente, e requer os mesmos cuidados. É ótimo para peixes, frutos do mar e saladas, pois traz frescor à comida.

Hortelã e Menta: São parecidas, mas a hortelã é um pouco mais forte e ardida, sendo ótima para carne de cordeiro e enfeitar sobremesas e bebidas de verão.

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Orégano: Quando fresca, é ótima para carnes, molhos de tomate e parmegianas.

Salsinha: Essa erva, quando está fresca, traz suavidade e frescor ao prato. O ideal é que seja adicionada apenas na finalização dos pratos.

Tomilho: Clássico na cozinha mediterrânea, o tomilho combina com carnes de sabor forte, como cordeiro, e pode ser usado em doces.

Manjericão: Característico da comida italiana, é uma ótima combinação para molhos de tomate e legumes como abobrinha, berinjela, abóbora e batata.

No caminho das especiarias

As ervas são apenas um caminho na hora de temperar o seu prato. Dependendo do que está sendo preparado, tudo fica ainda melhor com as especiarias – afinal, elas fazem parte do preparo dos alimentos há centenas de anos. Pimentas, cravo e curry, por exemplo, são apenas alguns dos exemplos mais clássicos.

Pimenta-do-reino: Existem três tipos de pimenta do reino: a branca, a preta, e a verde. Todas vêm da mesma planta, mas são colhidas em tempos diferentes e passam por tratamentos distintos. A pimenta verde é ótima para molhos de filés; a branca para carnes de aves, peixes e suínos, e a pimenta-do-reino preta é a mais diversa, podendo ser usada em praticamente qualquer prato salgado, mas sendo perfeita para carnes vermelhas.

Pimenta rosa: Diferentemente da pimenta-do-reino, a pimenta rosa é a fruta de uma árvore chamada arueira, perfumando e colorindo a comida.

Cravo: Tem um sabor muito forte e é utilizado, principalmente, em doces. No salgado, pode ser usado no tender.

Canela: A canela é feita de casca de árvore e é muito aromática, sendo bem comum em doces. Pode ser usada também em canjas e em molhos ou apenas um toque no picadinho de carne.

Noz-moscada: É muito usada em molhos ou qualquer receita que utilize derivados do leite. Vai bem no molho branco, em molhos de queijo ou no fondue.

Cominho: Tem um aroma muito característico que combina com o feijão, sopas e carnes. Pode ser uma boa para temperar a maionese e legumes cozidos.

Anis estrelado: É muito forte e deve ser combinado com outras especiarias para não dominar completamente o prato. Vai bem com carne de porco ou frango e vegetais.

Curry: De origem indiana, é ideal para pratos à base de peixe e carne branca com curry, que acabam combinando bem com vinhos aromáticos.

O sabor e a cor das pimentas

Além da pimenta-do-reino, utilizada como tempero na maioria das receitas, outros tipos incrementam o preparo de carnes, molhos e pratos típicos. Algumas podem ir até mesmo na feijoada. Apostar nesses ingredientes vai depender do quão picante você deseja o seu prato.

Pimenta malagueta: Bastante picante, é muito utilizada em molhos de pimentas, conservas e como condimento no preparo de peixes, carnes e no acarajé. Vai bem até na feijoada.

Pimenta jalapeño: Originária do México, é consumida fresca, processada na forma de molho líquido, conservas, desidratada ou em pó. Muito utilizada em vários molhos para tacos e burritos (pratos típicos do México).

Pimenta dedo-de-moça: Mais suave que a malagueta e ligeiramente mais picante que a jalapeño, é uma pimenta saborosa e muito utilizada em molhos e uma grande variedade de pratos: frutos do mar, carnes bovinas e aves.

Pimenta da Jamaica: É pouco picante e ligeiramente adocicada. De coloração marrom, possui sabor e perfume que lembram a noz-moscada, o cravo e a canela. É utilizada em conservas de legumes, carnes de caça, frutos do mar, alguns patês, doces, sorvetes, tortas e pudins.

Pimenta-de-cheiro: Pimenta típica da culinária baiana e nordestina, tem o teor de picância variado, dependendo da coloração do fruto. Bastante aromática, é utilizada em saladas, como condimento para carnes, principalmente peixes.