Vettel bate na largada e Hamilton amplia vantagem com vitória em Cingapura

O GP de Cingapura tinha tudo para ser a grande corrida da Ferrari no ano. E, de quebra, o momento…


O GP de Cingapura tinha tudo para ser a grande corrida da Ferrari no ano. E, de quebra, o momento em que Sebastian Vettel reassumiria a liderança do Mundial de Pilotos da Fórmula 1. Mas uma batida entre o alemão, seu companheiro finlandês Kimi Raikkonen e o holandês Max Verstappen, da Red Bull, acabou com as chances da equipe italiana. Para piorar, a dupla da Ferrari viu Lewis Hamilton vencer no circuito de rua de Cingapura, neste domingo, e ainda ampliar a vantagem na ponta do campeonato.

A batida tripla logo na largada fez o piloto da Mercedes, que largou em quinto, herdar a primeira colocação que não perdeu ao longo de toda a longa prova noturna. Nem as três entradas do safety car na pista derrubaram Hamilton da ponta. O australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull, chegou em segundo. E o finlandês Valtteri Bottas, da Mercedes, completou o pódio.

Com sua sétima vitória na temporada e o abandono precoce de Vettel, Hamilton aumentou de três para 28 pontos a sua vantagem na primeira colocação do campeonato. O inglês soma agora 263 pontos, contra 235 do alemão. Bottas, na terceira colocação geral, chegou aos 212.

O GP de Cingapura tinha 61 voltas previstas. Porém, em razão das entradas de safety car, a corrida se alongou além do esperado. Como consequência, a prova foi finalizada por tempo, e não pelo número de voltas completadas. Na F-1, uma corrida não pode ultrapassar o limite de duas horas de duração.

A CORRIDA – Sob chuva e pista encharcada, a largada em Cingapura foi marcada pela tensão logo na primeira curva. Um choque envolvendo Raikkonen, Vettel e Verstappen acabou com a prova da Ferrari e voltou a tirar o piloto da Red Bull de uma corrida nesta temporada. A batida ainda sobrou para Fernando Alonso, que acabou abandonando a corrida em seguida, com sua McLaren avariada.

O choque aconteceu quando Raikkonen tentava passar Verstappen por dentro, enquanto Vettel confirmava a liderança, ao largar na pole position. O holandês ficou num “sanduíche” entre os dois carros da Ferrari e acabou fazendo uma leve mudança no seu carro, em direção ao finlandês, o que acabou levando ao choque triplo.

Outros carros, como o de Daniel Ricciardo, também foram atingidos. Mas o piloto da Red Bull conseguiu seguir na prova. O caso seria investigado pelos comissários ao fim da corrida, uma vez que todos os envolvidos já estavam de fora da prova, sem a necessidade de uma eventual punição ainda em Cingapura.

Vettel foi o mais prejudicado no choque. Atingido sob vários ângulos, não teve qualquer condição de continuar na pista. Ele tinha a chance preciosa de reassumir a liderança do campeonato porque largara em primeiro e, em Cingapura, o pole position venceu sete das nove corridas já disputadas neste traçado de rua. Além disso, a Ferrari vinha exibindo ritmo muito superior ao da Mercedes ao longo do fim de semana.

O maior beneficiado pela batida, direta e indiretamente, foi Hamilton. O piloto da Mercedes pulou da quinta para a primeira colocação da prova e se viu em situação muito favorável para buscar a vitória e ampliar a vantagem no Mundial.

Após a saída do safety car da pista, em razão da batida na largada, Hamilton não teve problemas para sustentar a primeira colocação. Ricciardo vinha logo atrás, porém sem ameaçar. Na sequência, Valtteri Bottas se aproximou e assumiu o terceiro posto. Longe dos líderes, Felipe Massa pulou de 17º para 14º e até figurou entre os dez primeiros.

Com pneus intermediários, Hamilton e Ricciardo mantiveram o domínio mesmo depois da segunda entrada do safety car, na 11ª volta, por causa de choque de Daniil Kvyat contra o muro de proteção. O australiano aproveitou o emparelhamento dos carros para se aproximar de Hamilton, mas sem força para tentar ultrapassagem.

Quando os carros voltaram ao confronto, não havia mais chuva. E a pista seca fez os primeiros pilotos irem aos boxes a partir da 25ª volta. Quase todos optaram pelos pneus ultramacios. Ricciardo parou no 28º giro, Hamilton foi aos boxes duas voltas depois. E, mesmo com pneus de pista seca, o inglês mantinha o controle da corrida. Chegou a ter 10 segundos de vantagem.

Parecia que a corrida já estava definida. Até que o sueco Marcus Ericsson bateu e forçou novamente o safety car, na 38ª volta. Era mais uma chance para Ricciardo se aproximar do líder da prova. O australiano havia sido o mais rápido dos treinos livres de sexta-feira e exibira grande performance também na classificação de sábado.

Na parte final da prova, Ricciardo tentou repetir este desempenho, ao manter a vantagem de Hamilton entre dois e três segundos. Mas não chegou a colocar em risco a vitória do inglês, que cruzou a linha de chegada em primeiro quanto o cronômetro estourou o limite de tempo de duas horas.

A próxima etapa da Fórmula 1 será disputada daqui a duas semanas. O GP da Malásia está marcado para o dia 1º de outubro.

Confira a classificação final do GP de Cingapura:

1º – Lewis Hamilton (ING/Mercedes), em 2h03min23s544

2º – Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull), a 4s507

3º – Valtteri Bottas (FIN/Mercedes), a 8s800

4º – Carlos Sainz Jr. (ESP/Toro Rosso), a 22s822

5º – Sergio Pérez (MEX/Force India), a 25s359

6º – Jolyon Palmer (ING/Renault), a 27s259

7º – Stoffel Vandoorne (BEL/McLaren), a 30s388

8º – Lance Stroll (CAN/Williams), a 41s696

9º – Romain Grosjean (FRA/Haas), a 43s282

10º – Esteban Ocon (FRA/Force India), a 44s795

11º – Felipe Massa (BRA/Williams), a 46s536

12º – Pascal Wehrlein (ALE/Sauber), a 2 voltas

Não completaram a prova:

Sebastian Vettel (ALE/Ferrari)

Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari)

Max Verstappen (HOL/Red Bull)

Fernando Alonso (ESP/McLaren)

Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso)

Marcus Ericsson (SUE/Sauber)

Kevin Magnussen (DIN/Haas)

Nico Hülkenberg (ALE/Renault)

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