Magnano diz que tinha ‘desejo enorme’ de que Varejão deixasse Cleveland

Faltando pouco mais de cinco meses para os Jogos Olímpicos do Rio, o técnico Rubén Magnano […]


Faltando pouco mais de cinco meses para os Jogos Olímpicos do Rio, o técnico Rubén Magnano recebeu duas notícias que mudam parte do planejamento da seleção masculina de basquete. Tiago Splitter se machucou e, ainda que o treinador mantenha um fio de esperança, já se considera fora da Olimpíada. Por outro lado, Anderson Varejão deixou o Cleveland Cavaliers, e, num movimento peculiar, pode se tornar peça importante na campanha do Golden State Warriors, aproveitando para ganhar entrosamento com Leandrinho.

O treinador argentino comentou os dois temas em uma entrevista publicada nesta terça-feira pelo site da Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e revelou que torcia para que Varejão, que sempre disse “amar” a cidade de Cleveland e o Cavaliers, fosse trocado. Tudo para ter mais minutos em quadra.

“Era um desejo enorme que Anderson fosse trocado, pois não estava sendo considerado mais em sua equipe. É uma troca excelente, pois precisamos que Anderson tenha minutos de quadra. É difícil garantir, pois é muito recente, mas espero que ele consiga ingressar na rotação da equipe. Eu tenho muitas esperanças que comece jogando”, comentou Magnano.

Sobre Splitter, o argentino repetiu que ainda conta com o ala-pivô. “Ele é uma referência para a seleção, que encaixa muito bem ofensiva e defensivamente com a equipe. Mas não vou fechar essa janela por agora. Eu tenho uma ponta de esperança e vamos ver o que vai acontecer”, disse o treinador, que vai esperar que o médico da CBB visite Splitter. O jogador será operado da bacia ainda esta semana.

Apesar de o Brasil ter sido eliminado na primeira fase da Copa América do ano passado, com a pior campanha da história, Magnano está otimista. O argentino acredita que, jogando em casa, a seleção brasileira briga por medalhas no Rio. “Sem a menor dúvida podemos sonhar. Temos que declarar nossa perspectiva por uma medalha. Não está muito longe essa possibilidade. Que é difícil é, mas temos que lutar por isso.”

De acordo com o treinador, a seleção deverá treinar por cerca de 50 dias, começando a preparação entre 15 e 20 de junho. A ideia é que o Brasil dispute cerca de 10 partidas amistosas. “Falamos com China, Lituânia, Austrália, além da França”, contou, alegando que precisa dar ritmo de jogo a alguns atletas.

Ainda esta semana Magnano viaja à Espanha para conversar com dois ‘convocáveis’ que estão jogando lá: o pivô Augusto Lima, agora no Real Madrid, e o ala-armador Vitor Benite, no UCAM Murcia. Ele não explicou por que não aproveitará para conversar com Vitor Faverani, que voltou bem ao basquete pelo Murcia, com média de 10,7 pontos em sete partidas.

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