Basquete de Americana rompe contrato com Corinthians

O acordo entre as partes, no entanto, pode ser reativado por nova diretoria, desde que haja compensação financeira do Timão


O novo comando do basquete feminino de Americana rompeu a parceria com o Corinthians, que teria validade até agosto de 2018. As duas partes assinaram o distrato do contrato na última sexta-feira, no Parque São Jorge, sede do Timão, em São Paulo. A princípio, o acordo teria três anos de duração, com possibilidade de renovação automática.

A parceria pode até ser retomada, no entanto, o novo gestor do basquete americanense, Antônio Carlos Vendramini, exige uma compensação financeira do Corinthians, com participação mensal para ajudar a quitar as despesas com folha de pagamento do elenco e logística, incluindo alimentação e viagens. O acordo anterior previa apenas um “apoio” do Timão ao basquete feminino, oferecendo a visibilidade de sua marca e os uniformes confeccionados pela Nike para as jogadoras.

Quando a parceria foi firmada, a expectativa dos gestores do basquete americanense era firmar novos patrocínios com a grande exposição na mídia que esperavam ter, no entanto, a equipe seguiu com as mesmas dificuldades financeiras de antes. O rompimento do acordo era visto como inevitável desde que Ricardo Molina, então diretor do basquete de Americana, assumiu a presidência da LBF (Liga de Basquete Feminino), em abril.

Foto: Arquivo / O Liberal
Time americanense teve torcida dividida quando assumiu o nome do Corinthians

Como ele precisaria se afastar de todas suas funções com o time que dirigia, o primeiro passo do dirigente após o término da temporada 2016/2017 da liga nacional, no começo de maio, foi procurar a alta cúpula do Corinthians para assinar o distrato do contrato assinado em agosto de 2015, desvinculando do acordo o seu nome e também o de sua empresa, o Grupo Clarian.

O gerente de marketing do departamento de esporte terrestre do Corinthians, Roberto Toledo, concordou com a rescisão temporária e ficou de agendar um novo encontro com Vendramini para tomar uma posição final sobre um possível novo acordo. Vendra foi treinador da equipe americanense nas últimas temporadas e ainda não definiu se acumulará funções agora que foi nomeado gestor do time, com auxílio da jogadora Karla Costa.

Os dois inclusive prometem anunciar em breve o nome de uma entidade que foi criada para recolher impostos através da Lei de Incentivo ao Esporte e poder negociar parcerias aos moldes da estabelecida com o Corinthians. Eles terão tempo para definir o futuro. A próxima temporada da LBF só começa em janeiro e o basquete americanense, no aguardo de confirmações de novas edições do Campeonato Paulista e da Liga Sul-Americana de Clubes, ainda não sabe se terá calendário no segundo semestre.

O LIBERAL solicitou uma posição oficial do Corinthians sobre o assunto, por meio de sua assessoria de imprensa, mas não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.

PARCERIA DIVIDIU A CIDADE
Dentro de quadra, a união entre o time de basquete feminino de Americana com o Corinthians foi vitoriosa. Em menos de dois anos, foram três títulos: paulista, sul-americano e nacional. No entanto, a junção dividiu a cidade. Torcedores de times de futebol rivais do Timão rejeitaram a nova cara da equipe de basquete americanense, que passou a vestir o uniforme do alvinegro. Antes, as meninas da equipe jogavam de verde e branco.

Até o ginásio Mário Antonucci, no Centro Cívico, foi padronizado com as cores preta e branca, em alusão ao Corinthians. Em vários jogos, a própria torcida não falou a mesma língua. Enquanto membros da Gaviões da Fiel e Camisa 12, organizadas do Timão, entoavam cânticos iguais ao do time de futebol, boa parte do público presente nas partidas preferia gritar apenas o nome de Americana.

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