Nyã Baobá – SB.1

Companhia faz resgate da infância em espetáculo

Companhia Arte-Móvel de Teatro apresenta peça que conscientiza e cativa o lúdico entre o público infantil


A Companhia Arte-Móvel de Teatro, de Americana, tem apresentado o espetáculo infantil “Os Fabulantes” desde 2009. Mais de 200 sessões da montagem foram realizadas em instituições de ensino e teatros da região, mas o grupo ainda não estava satisfeito com os resultados obtidos. Isso porque eles constataram que as apresentações estavam restritas à iniciativa privada. “E sempre estivemos preocupados em levar nossa mensagem para o maior número de crianças possível. Nas apresentações do nosso espetáculo vimos o quanto ele funciona bem, levando mensagens com as fábulas”, conta a atriz Lays Ramires.

Junto ao ator e diretor Otávio Delaneza, ela encena a montagem nesta terça e quarta-feira no Teatro Municipal Lulu Benencase, em Americana. A entrada é gratuita e a capacidade da apresentação é 300 pessoas. As sessões ocorrem às 8h30 e 13h30, e a classificação indicada é entre quatro e sete anos de idade.

Foto: Divulgação
Lays Ramires e Otávio Delaneza encenam a montagem

O grupo conseguiu viabilizar as novas apresentações de “Os Fabulantes” por meio do projeto Aguar Histórias, via Proac (Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo), e agora levará suas fábulas com mensagens de conscientização sobre o meio ambiente aos pequenos espectadores de Limeira, Cosmópolis, Santa Bárbara d’Oeste e Nova Odessa.

A peça está ambientada em uma floresta encantada, onde aventuras são vividas por lobos, carneirinhos e outros animais que caminham por ali. As histórias são contadas de forma musicada e ilustradas por máscaras, adereços e bonecos. Lays observa que ainda hoje existem muitas crianças sem acesso à cultura, e que, por conta disso, dedicam sua atenção somente aos itens tecnológicos.

“A sociedade em si está preocupada em crescer financeiramente, sobreviver, e a cultura na infância deixou de ser prioridade. Então pensamos neste projeto para também resgatar este lado lúdico que está se perdendo. Hoje as crianças só querem saber de tablet, smartphone, televisão, e não param mais para trabalhar a imaginação”, opina.

Esse resgate da infância promovido pela Arte-Móvel não só cativa o lúdico dos espectadores, como também visa educá-los. “Não é apenas um entretenimento puro. O limite de público é porque as crianças recebem uma cartilha de atividades educativas, sobre temáticas abordadas no espetáculo, para que elas possam também em casa lembrar do que elas viram, e continuarem a reflexão”, completa a atriz.

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