Rock in Rio leva nota 9,1 em pesquisa

Apesar da boa nota, festival está recebendo reclamações quanto ao empurra-empurra na saída e a retirada de ingressos na bilheteria


A organização do Rock in Rio divulgou na tarde deste sábado o resultado de uma pesquisa de satisfação do público encomendada ao Instituto GFK, em que recebeu nota 9.1. O dado se refere apenas ao primeiro dia de shows, a sexta-feira (15).

O público respondeu à pergunta “pensando no festival Rock in Rio de uma maneira geral, que nota de 0 a 10 (onde zero equivale a péssimo e 10 a excelente) você dá ao evento?” Das respostas, 98% ficaram entre 7 e 10. O Rock in Rio informou também que esteve no trending topics do mundo por quatro horas seguidas na sexta-feira.

No perfil do festival no Facebook, a maior parte dos comentários é positiva, mas também há bastante reclamação quanto ao empurra-empurra na saída de BRT, afunilada e com poucas catracas, à dificuldade para usufruir dos brinquedos e para a retirada de ingressos na bilheteria da Cidade do Rock.

Este é o primeiro Rock in Rio a contar com metrô e BRT (corredor exclusivo de ônibus), ambos construídos com vistas à Olimpíada no Rio no ano passado. Como o BRT tem duas estações próximas ao Parque Olímpico, hoje Cidade do Rock – Centro Olímpico e Morro do Outeiro -, a novidade foi anunciada pela organização do festival como a solução para a chegada e saída da Cidade do Rock.

O acesso e o escoamento do público do festival em geral são tortuosos, especialmente em dias de semana e no horário do rush, quando o tráfego de veículos na região da Barra da Tijuca é intenso.

Na saída na sexta, por volta das 2 horas, os taxistas que passavam na sexta escolhiam corridas e a Uber, parceira do Rock um Rio, não funcionou bem – o aplicativo mostrava que não havia carros na região e sequer apontava estimativa de preço.

Apesar da promessa de conforto e rapidez por parte dos organizadores, o mecanismo desenvolvido para a volta de BRT inspirou preocupação do público logo que foi divulgado. Depois de validar o cartão de transportes (Riocard), o passageiro recebe uma pulseira que lhe dá direito ao retorno, distribuída por funcionários que ficam em tendas na saída do terminal Centro Olímpico. Só é possível embarcar com ela, e não se pode esquecer de mantê-la no braço durante a permanência na Cidade do Rock. O esquema se complica quando o número de passageiros chega a centenas ou milhares de pessoas – o público diário é de 100 mil.

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