Lenine traz o show ‘Carbono’ para Santa Bárbara

Músico pernambucano falou sobre as novidades da carreira e show na Virada Cultural ao LIBERAL


Há dois anos, o pernambucano Lenine veio a região fazer o show de lançamento do seu mais recente disco, “Carbono”, no Theatro Municipal de Paulínia, e deixou o público com gosto de “quero mais”. Por isso, as expectativas para o seu show gratuito na Virada Cultural Paulista em Santa Bárbara d’Oeste neste sábado são grandes. Além de tocar no palco do CSU (Centro Social Urbano) à meia-noite, o artista segue para Limeira no domingo, às 18h30, no Parque da Cidade.

“Carbono” é o disco que baseia as últimas apresentações do cantor pelo Brasil, inclusive a desta noite. O trabalho foi desenvolvido com foco na sustentabilidade, com composições que refletem sobre o meio ambiente e as relações entre os seres humanos com este meio. Aos 58 anos, o “recifense-carioca” acumula mais de três décadas de carreira, dezenas de prêmios, e sucessos desta trajetória não deverão faltar no show desta noite. Em entrevista ao LIBERAL, Lenine falou sobre as novidades da carreira.

Foto: Beto Figueiro / Divulgação
Sucesso de crítica em 2015, o disco “Carbono” rende uma turnê que já dura quase dois anos

Este ano você participou do projeto “Era Uma Vez Uma História”. Como surgiu a oportunidade?
Lenine: É um projeto que eu participei a convite do Dan Stulbach. Foi um convite de um amigo para um projeto muito interessante de rever a história do Brasil de uma maneira mais próxima, coloquial. Eu fui completamente cúmplice da ideia.

Também este ano você participou da faixa “Demarcação Já”, a favor dos índios. Qual sua opinião sobre o trabalho final da música, unindo tantas vozes?
Lenine: A questão indígena é fundamental, urge, pois só existe muito pouco do que já existiu, afinal de contas, essa terra a gente usurpou desses povos e precisamos rever historicamente isso. Uma temeridade estar acontecendo isso atualmente, neste exato momento as pessoas estão sendo queimadas, estão sendo mortas. A gente precisa estar muito atento a isso. Eu fiquei muito feliz não só de participar, porque ambos, o Chico César e Carlos Rennó (compositores da canção) são amigos próximos, mas porque é uma questão tão fundamental.

E mês passado você foi convidado para participar de um show do Rael. Como surgiu esta parceria entre vocês?
Lenine: Acredito que a música, antes de qualquer coisa, é uma linguagem do encontro. Eu exercito isso em toda a minha vida, em todos os meus trabalhos… São fruto de encontros. Com o Rael não foi diferente. Os meus filhos são os meus grandes municiadores desse repertório, de conhecer cada nicho da música feita no Brasil, já tinha me apresentado o Rael.
ACONTECE
Lenine faz show na Virada Cultural Paulista neste sábado, à meia-noite. A entrada é gratuita. O CSU fica na Avenida de Cillo, 650, Jardim Belo Horizonte. Informações pelo site www.santabarbara.sp.gov.br/viradasb.

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