Banda celebra a essência do rock

Grupo formado por fãs de Raul Seixas e dos pioneiros do rock e do blues lança primeiro disco de músicas autorais


Antes do rock’n’roll ganhar ares mais sofisticados e até mesmo pretensiosos ao longo das décadas, o estilo servia para animar festas regadas a bebedeiras em clubes do sul dos Estados Unidos. Nas letras, as músicas falavam do cotidiano, com letras diretas e cruas.

O quarteto Putos Brothers, que reúne músicos de várias cidades do interior e de São Paulo, tenta resgatar esses elementos primais, e acaba de lançar seu primeiro disco autoral, “Tá Todo Mundo Puto, Brothers!”, com 10 canções. A banda faz show neste sábado na casa de shows Real Brasil, em Campinas.

“A banda é formada por quatro integrantes, logo, são quatro mundos com suas influências musicais distintas que se harmonizam e dão nos dá identidade”, explica o gaitista Sylvio Passos, que integra a banda ao lados dos amigos Agnaldo Araújo (voz, guitarra), Adriano Araújo (baixo) e André Lopes (bateria).

O grupo começou a se apresentar em 2010, em reuniões de fãs de Raul Seixas, um artista que é admirado por todos os integrantes do quarteto. “Nosso nome é uma homenagem a ele. É como ele e Marcelo Nova se apresentavam no disco que a dupla lançou em 1989”, frisa Agnaldo, autor, ao lado Passos, de todas as canções.

Foto: Divulgação
Sylvio, Agnaldo, André e Adriano mostram ao público da região suas canções divertidas e críticas; apresentações são marcadas pelos improvisos

Foram sete anos de apresentações em várias cidades do país até o lançamento do álbum de estreia, que mesmo tendo apenas composições da banda, deixa transparecer citações a estilos que vão do blues de raiz a elementos da música brasileira dos anos 1970. “A divulgação desse nosso primeiro álbum está seguindo aquela velha estrada de dificuldades de uma banda independente, ou seja, no corpo-a-corpo, no boca-a-boca e com a colaboração de amigos e lojistas. Conseguimos também colocar o disco também nas principais plataformas virtuais”, ressalta Passos, que se diz satisfeito com a boa repercussão do álbum no circuito independente de rock.

Ao vivo
Na apresentação deste sábado, além de músicas do disco, a banda deve complementar o concerto com covers variadas. “Nosso show tem espaço para muitas improvisações. Gostamos de deixar as coisas acontecerem. É difícil fazermos dois shows iguais”, relata Agnaldo. “Nossa preocupação reside em não fazer músicas iguais. A ideia é explorar todos os ritmos sem perder a essência do rock and roll e do blues”, define Passos.