Baile quente da Blitz no Rock in Rio tem sucessos e tom político

De volta ao Rock in Rio 32 anos depois do show histórico da primeira edição do festival, a Blitz fez…


De volta ao Rock in Rio 32 anos depois do show histórico da primeira edição do festival, a Blitz fez uma apresentação incendiária na tarde deste sábado, 16, no Palco Sunset, com todos os seus sucessos dos anos 1980, seu humor e ainda com direito a tom político, de defesa da Amazônia e crítica ao governo Michel Temer. “Vamos mudar a porra do Brasil”, convocou o líder da banda, Evandro Mesquita, que no festival de 1985 também fizera referência ao cenário nacional, à época, de fim de ditadura.

Evandro e companhia (Billy Forghieri nos teclados, Juba na bateria, Rogério Meanda na guitarra, Cláudia Niemeyer no baixo e as backings Andréa Coutinho e Nicole Cyrne), com participação de Alice Caymmi, os grupos AfroReggae e Us Blacks e o guitarrista Davi Moraes, puseram uma grande plateia para cantar e dançar ao por do sol ao som de “Weekend”, “Egotrip”, “Mais uma de amor (Geme geme)”, “A dois passos do paraíso”, “A verdadeira história de Adão e Eva”, “Betty frígida” e “Biquíni de bolinha amarelinha”.

O bailão da saudade foi fechado epicamente com “Você não soube me amar”. “Música boa não tem data de validade”, como o vocalista anunciou, sem modéstia.

A Blitz fez dois covers, “Rei do Gatilho”, sucesso do repertório de Moreira da Silva, e “Aluga-se”, de Raul Seixas, deixa para Evandro, usando cocar, disparar: “O governo Temer quer salvar seu pescoço sucateando a Amazônia. Vamos ser fortes e firmes por um Brasil melhor. Demarcações já!”, disse, referindo-se às mais recentes ameaças à floresta. O público endossou com um sonoro “Fora Temer”, que já havia sido ouvido nesta tarde no show em homenagem a João Donato no Sunset, na voz da cantora Mariana Aydar.

A banda carioca também mostrou quatro músicas novas, do CD “Aventuras II”, lançado este ano: “Noku pardal”, um tango que já havia gravado com Alice Caymmi, “Nu na ilha”, parceria da banda com Davi Moraes, “Baile Quente”, assinada também por Frejat, e “Pode ser diferente”. O público, em grande parte jovem, e que provavelmente conheceu a Blitz por meio dos pais, seguiu dançando, enquanto sentia o sol baixar.

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