Instituto vai homenagear Monsenhor Nazareno Magi

Grupo visa preservar a memória do ex-paroquiano que marcou a história de Americana com muitas iniciativas; instituto será lançado hoje


O plenário da Câmara Municipal de Americana sedia nesta quarta-feira o evento de lançamento do Instituto Cultural Monsenhor Nazareno Magi. A solenidade ocorre às 20h, e contará com a exibição de um breve vídeo biográfico do Monsenhor, e apresentação do Coro Santo Antônio, que interpretará uma composição inédita de autoria de Antonio Carlos Carvalho.

O Instituto Cultural Monsenhor Nazareno Magi é uma associação civil, sem fins lucrativos, fundada no último dia 22 de abril (dia e mês do falecimento do religioso em 1972), mas o evento de lançamento ocorre somente agora, após conclusão da documentação. Composta por associados com representação em vários segmentos da sociedade, como professores, agentes culturais, historiadores, entre outras pessoas que conviveram com a sua obra, o Instituto visa manter a memória e o legado cultural deste personagem histórico de Americana.

Foto: Acervo da família Angelini
O Monsenhor participou da inauguração do Mercado Municipal de Americana, em 1959

José Eduardo Milani, presidente do Instituto, vem pesquisando sobre a memória de Monsenhor Nazareno Magi desde 2010. Ele conta ao LIBERAL que a ideia de criar a instituição surgiu quando o Coro Santo Antonio saiu da atual Basílica Santo Antônio de Pádua e tornou-se independente, em meados de 2013. “Naquele momento, pensei que seria pertinente a criação de um grupo organizado, junto ao Coro Santo Antonio, para que pudéssemos perpetuar o legado de Monsenhor, incluindo o próprio Coro, pois sem uma instituição para ampará-lo, talvez num futuro próximo ele pudesse terminar”.

Ainda sem sede
O Instituto Cultural ainda não tem sua sede própria, mas o grupo já planeja diversas atividades. “Pretendemos dar início ao projeto de 70 anos do Coro Santo Antonio, que será em janeiro de 2019. Durante o ano de 2018, o Coro deverá realizar apresentações especiais já chamando para o evento dos 70 anos. Isso inclui a ideia de um livro sobre o Coro, exposições, dentre outras ações”, observa o presidente.

Também será realizada uma campanha de doação de acervo físico, pois muitos documentos estão em posse das tradicionais famílias da cidade, que atuaram ao seu lado. “Sabemos que muita coisa é jogada fora, na medida em que as pessoas antigas vão morrendo. Vamos fazer uma campanha a fim de criar um museu quando tivermos nossa sede”, adianta Milani. “Afinal, quando falamos em Monsenhor Magi, falamos dos anos 1950 e 1960, anos de maior progresso de Americana. Guardar essa memória e servi-la ao povo é preservar um pedaço muito importante de nossa história, e ainda contribuir para difusão de conhecimento e aflorar o sentimento de identidade da sociedade americanense com sua cidade, sua morada”, completa.

Notícias sobre a região, Brasil e o mundo em um clique. Receba nossa newsletter