‘O Filho Eterno’ debate sobre paternidade e síndrome de Down

Drama nacional baseado em livro de Cristóvão Tezza, vencedor do Prêmio Jabuti, estreia nesta quinta-feira nos cinemas do País


Foto: Rosano Mauro
Roberto, interpretado por Marcos Veras, é pai de Fabrício, do ator mirim Pedro Vinícius

“Não foi isso que eu planejei para nossa vida, não foi isso que eu planejei pra mim. Não ‘tava’ pronto para ter um filho assim”, exclama o personagem Roberto, interpretado por Marcos Veras, no filme “O Filho Eterno”. O longa-metragem, que estreia nesta quinta-feira (1º) nas telas brasileiras, é baseado na obra homônima de Cristóvão Tezza, lançada em 2007 e vencedora do Prêmio Jabuti do ano seguinte. A classificação é 10 anos.

Na história, o homem e a esposa Cláudia, da atriz Débora Falabella, são surpreendidos com a chegada do primeiro filho, entretanto, ao contrário do que esperavam, a criança nasce portadora da síndrome de Down. Em meio a esta realidade, Roberto, que é um escritor ainda não publicado, vê suas expectativas para o primeiro filho serem rompidas. A partir disso, uma enxurrada de emoções contraditórias e conflitos acometem a vida do casal, interferindo diretamente no relacionamento entre eles e nas suas profissões. A história acompanha os 12 anos do menino Fabrício, interpretado por Pedro Vinícius, revelando suas conquistas e descobertas, além do verdadeiro significado da paternidade.

“Costumo dizer que o desafio deste trabalho é maior por outro motivo, e não exatamente por ser um drama. É claro que um drama, se for comparado a comédia, que é o que mais faço, é algo que tinha experimentado pouco, mas antes de ser comediante, ou humorista, eu também sou ator”, observa Veras no vídeo de making of divulgado pela Globo Filmes.

Para o ator, o maior desafio do trabalho não é o seu gênero, mas sim a complexidade da sua personagem. “Antes de falar da síndrome de Down, ele fala deste momento que marca a vida de um homem, que é ser pai. Mas é um filme que fala das dificuldades de criar um filho, independentemente da síndrome ou do possível problema que ele possa ter”. Veras ainda relata que Roberto joga todas as expectativas de mudança de vida no nascimento desse filho, que desabam com a notícia do diagnóstico.

Foto: Rosano Mauro
O longa-metragem também conta com a atriz Débora Falabella

Quem interpreta o tão falado filho dessa história é o ator-mirim paranaense, de apenas nove anos de idade, Pedro Vinícius, que faz sua estreia nas telas. De acordo com portal “Jornal de Itaipu”, ele conquistou a oportunidade ao participar de seleção concorrida por mais de 50 crianças.

“A convivência com o Pedro Vinícius para mim foi arrebatadora. Foi um garoto que participou do processo das cenas, porque ele também propunha coisas diferentes. Para terminar as filmagens foi muito difícil, foi um sacrifício me despedir dele. É uma criança que brinca, lê, escreve, tem humor de fazer inveja a muita gente, e também é muito inteligente. É um menino que contagiou muita gente, acho que ninguém saiu igual desse filme”, completa Veras.

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