A busca do realismo no filme de ação ‘O Assassino’

O século 21 apresenta um novo desafio para os diretores de filmes de ação americanos. Seus personagens precisam ter motivações,…


O século 21 apresenta um novo desafio para os diretores de filmes de ação americanos. Seus personagens precisam ter motivações, os conflitos devem ser realistas, baseados nas ameaças reais do mundo, mas também tratados de maneira sensível, sem tornar os antagonistas, em geral russos, árabes, chineses e norte-coreanos, totais clichês, apenas endeusando os americanos – coisa que as produções dos anos 1980 podiam fazer sem problemas. Essas dificuldades estão bem evidentes em “O Assassino: O Primeiro Alvo”, de Michael Cuesta, conhecido principalmente por seu trabalho em “Homeland”, que tem temática parecida.

O filme, que se chama originalmente American Assassin (na tradução, “assassino americano”), é baseado numa série de best-sellers do escritor conservador Vince Flynn, publicada a partir de 1999. Mitch Rapp (Dylan O’Brien) é um rapaz que vê sua namorada morta por terroristas numa praia asiática. Ele fica obcecado por vingança e é recrutado por um programa secreto antiterrorismo da CIA, liderado por Stan Hurley (Michael Keaton). Mitch é testado logo, quando um homem ocidental conhecido como Ghost tenta semear o caos e causar uma guerra mundial.

Antes das filmagens, houve uma série de conversas para tornar o material mais equilibrado. Cuesta também tentou enfatizar o perfil psicológico das pessoas recrutadas para esse tipo de operação secreta antiterrorismo. “Eles procuram por pessoas traumatizadas, que são destemidas e não se importam de ter um pé na cova”, disse o diretor. “Para mim, mostrar o que acontece com Mitch era importante, colocar o público lá com ele.”

“O Assassino” também marca a superação de um trama pessoal de O’Brien: o acidente grave que sofreu durante as filmagens de “Maze Runner – A Cura Mortal”. “Foi um momento muito duro na minha vida”, disse o ator. “Foi uma questão fazer este filme seis meses depois daquilo. Apesar de parte de mim querer fugir para o outro lado, trabalhei muito para entender que esse era um instinto natural após um trauma. Com o tempo, vi que fazer o filme ia me ajudar.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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