Pela 1ª vez, atuação do início ao fim em trama da Record

Anteriormente, Samara Felippo havia interpretado apenas de determinadas fases em tramas como “José do Egito”


A fala apressada de Samara Felippo e o sorriso constante em seu rosto entregam a animação com que ela lida com seu trabalho. Principalmente porque, pela primeira vez, tem a oportunidade de viver uma personagem do início ao fim em uma trama da Record. Até então, a atriz havia interpretado apenas de determinadas fases dos papéis para os quais foi escalada, em tramas como “José do Egito” e “Os Dez Mandamentos”.

Agora, está empolgada com o destaque que ganhou através da policial Natália, em “Apocalipse”. Sempre contratada por obra pela emissora, Samara não se preocupa com o fato de não ter a segurança de um vínculo longo. Na verdade, o que mais importa para ela é até onde consegue ir com a personagem que encarna. “A questão não é nem a segurança ou não, é poder participar de uma obra do início ao fim, o que interfere totalmente no meu trabalho como atriz”, analisa.

Foto: Divulgação
Samara Felippo

Logo que conheceu o perfil de Natália, Samara quis se inteirar do universo da personagem. Chegou a acompanhar de perto a rotina de algumas delegadas, mas, principalmente, acumulou referências de séries que retratam o ambiente de investigação, como as americanas “CSI” e “Criminal Minds”. “Tentei me aproximar da realidade de mulher e como ela se porta nesse meio, que é muito machista”, explica.

Apesar de protagonizar sequências de tiro, a atriz não chegou a fazer laboratório para aprender a manusear uma arma em cena. Durante as gravações, ela conta com o auxílio de dublês que, quando não estão substituindo algum ator por motivos de segurança, explicam como se deve agir com a arma dependendo da situação que a história exige.

“Esses dublês sabem manusear bem uma arma e estão ali com a gente dando assistência”, salienta. Justamente por se tratar de um universo em que os homens ainda hoje predominam, umas das preocupações de Samara foi deixar a feminilidade de sua personagem transparecer.

A atriz não queria que Natália se escondesse atrás da farda na história. Logo que percebeu que o figurino da personagem insinuava uma mulher mais “durona”, ela expôs suas ideias à equipe e sugeriu que a policial usasse brincos e tivesse as unhas bem cuidadas e pintadas.

Na trama escrita por Vívian de Oliveira, Natália é uma policial competente que cresceu ouvindo a mãe que deveria trabalhar e não depender de homem nenhum. Adulta, se tornou uma mulher independente e que tem o trabalho como principal prioridade.

Enquanto isso, sua vida amorosa está sempre confusa, assim como a relação que mantém com a mãe, de quem cuida, apesar das desavenças. “Minha personagem não tem mais paciência porque a mãe acredita em um Deus que, para ela, não é real. Natália é descrente disso tudo”, afirma, citando o papel interpretado por Daniela Escobar.

Quando Samara Felippo apareceu na televisão pela primeira vez, na pele de Gabriela em “Caça-Talentos”, em 1996, tinha apenas 18 anos. Hoje aos 39, a intérprete da Natália, de “Apocalipse”, acumula mais de vinte trabalhos no vídeo. Mas a tão falada “crise dos 40” não passa nem perto dela.

Me sinto mais bonita hoje em dia, queria ter estado assim há 20 anos. Além disso, a idade traz uma experiência que você indiscutivelmente coloca em um papel que vá fazer”, acredita.

No final das contas, a personagem da novela da Record acabou ajudando Samara fisicamente. Isso porque, para viver a policial, a atriz precisou emagrecer cinco quilos e se dedicar com mais afinco aos treinos de musculação. Tudo para dar conta de gravar as várias cenas de ação da novela.

“Como tenho uma memória muscular da época da adolescência, o resultado veio com mais facilidade. Mas, aos 39 anos, fica complicado, o metabolismo está mais devagar”, constata, aos risos.

LIBERAL VIRTUAL Acesse agora

Receba nossa newsletter!