‘Orgulho e Paixão’: Mulheres em cena

Baseada em clássico de Jane Austen, “Orgulho & Paixão” exalta a figura feminina no período colonial


Tramas românticas e de época sempre tiveram lugar cativo no horário das seis da Globo. Não à toa, o universo bucólico e amoroso das obras da inglesa Jane Austen foi o ponto de partida ideal para Marcos Bernstein desenvolver a sinopse de “Orgulho & Paixão”, novela que substituirá “Tempo de Amar” a partir de terça, dia 20.

Ao mergulhar na temática e nos personagens do clássico livro “Orgulho & Preconceito” – lançado em 1813 –, principal referência do autor, Bernstein quis mostrar a temática romântica e colonial de Austen junto com a força feminina de suas protagonistas, surfando assim na palavra do momento: empoderamento.

Foto: Jorge Rodrigues Jorge / Carta Z Notícias
Trama tem início a partir das cinco irmãs Benedito: Elisabeta, Mariana, Jane, Cecília e Lídia, de Nathalia Dill, Chandelly Braz, Pamela Tomé, Anaju Dorigon e Bruna Griphão, fiilhas de Ofélia e Felisberto, de Vera Holtz e Tatu Gabus Mendes

“A novela traz a mulher do início do século 20 no plano principal, mas com questionamentos que são universais e atemporais. São personagens que poderiam ser naturalmente dos dias atuais, que buscam seu lugar no mundo, independente do seu estado civil”, explica o autor, que não pretende militar ao longo dos capítulos.

A história de “Orgulho & Paixão” tem início a partir das cinco irmãs Benedito: Elisabeta, Mariana, Jane, Cecília e Lídia, interpretadas respectivamente por Nathalia Dill, Chandelly Braz, Pamela Tomé, Anaju Dorigon e Bruna Griphão.

Filhas de Ofélia e Felisberto, de Vera Holtz e Tatu Gabus Mendes, as jovens estão sempre na mira da mãe que deseja casá-las com bons partidos do fictício Vale do Café, vilarejo no interior de São Paulo, onde se passa o enredo. Porém, é a vanguardista Elisabeta que monopoliza o centro das atenções do folhetim. Jovem libertária e cheia de sonhos, a protagonista deseja conhecer o mundo e não deposita sua felicidade no casamento.

Receosa quanto a relacionamentos, Elisabeta entra em um conflito interno ao conhecer o imponente Darcy, interpretado por Thiago Lacerda. Nascido no Brasil, ele é filho de um industrial inglês que veio implantar as estradas de ferro no país.

Ao se conhecerem, os dois logo travam um embate, deixando claro a personalidade forte de cada um. O industrial fica surpreso com a atitude vibrante da jovem interiorana. Já Elisabeta nunca imaginou ter seus sentimentos aflorados por alguém aparentemente tradicional, aos poucos acaba se rendendo aos encantos do charmoso e experiente homem.

CIDADE CENOGRÁFICA
Ambientada no início do século 20, a novela conta com o auxílio de duas cidades cenográficas, ambas com cerca de 4 mil metros quadrados. Em uma delas, foram montadas a casa da Família Benedito, a Mansão do Parque, a casa de Jorge (Murilo Rosa) e a casa de Julieta Bittencourt (Gabriela Duarte).

“Cada cantinho está sendo otimizado para que o público tenha a compreensão real do que era viver naquela época”, explica Eliane Heringer, cenógrafa da novela.

Já na outra cidade cenográfica está a rua principal da cidade fictícia do Vale do Café, com destaque para a Casa de Chá. Em parceria com a cenografia, a equipe de produção de arte buscou reconstruir o comércio da época e o material de cestaria da lavoura, como cestas e peneiras.

“O material foi confeccionado especialmente para ‘Orgulho e Paixão’. São mais de 60 itens exclusivos que compõem as cenas deste núcleo da lavoura do café”, aponta Silvana Estrela, responsável pela produção de arte.

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