Hall Mendes lembra sua entrada no folhetim juvenil

Em “Malhação”, personagem Jota, que adora se gabar por seus talentos como “hacker”, sofre mudanças e ganha espaço na trama


Foto: Ramon Vasconcelos / Divulgação TV Globo
Ator recebeu através de uma ligação a resposta de que interpretaria o Jota

Quando soube que a atual temporada de “Malhação” se passaria em São Paulo, Hall Mendes chegou a ficar desanimado. Isso porque, na época, ouviu falar que estavam procurando por atores da região e imaginou que, por ser pernambucano, suas chances de conseguir fazer parte da novela seriam ínfimas. Resolveu, então, se conformar e focar suas atenções nos estudos.

Até que, enquanto estava de férias com a família em Pernambuco, recebeu uma ligação inesperada. Era um produtor de elenco o convidando para fazer um teste no dia seguinte para o folhetim juvenil. Feliz com a chance, Hall pegou um avião e foi para a avaliação.

Depois de uma semana, enquanto estava em uma pizzaria, recebeu através de uma ligação a resposta de que interpretaria o Jota. “Quando o produtor de elenco disse que eu estava na novela, não acreditei. Queria chorar, gritar, pular, mas fingi estar normal. Quando desliguei o telefone, saí gritando no meio da rua”, lembra.

Trama
Na história, Jota adora se gabar por seus talentos como “hacker”. Mas, com o decorrer dos capítulos, o personagem sofreu mudanças e ganhou espaço na trama. Antes, o garoto se relacionava mais com os amigos Tina e Juca, interpretados por Ana Hikari e Mikael Marmorato.

Agora, ele vive um romance com Ellen, uma das protagonistas da história, interpretada por Heslaine Vieira, o que tem gerado uma boa repercussão junto ao público.

“O público está sempre esperando uma atitude do Jota em relação a Ellen, por ele ser tímido e não entender muita coisa sobre relacionamentos. As pessoas acabam chamando ele de lento, mas eu acredito muito no amor do meu personagem pela Ellen”, defende.

Antes de começar a gravar, Hall ficou várias semanas em São Paulo junto com os colegas e a diretora de elenco Lais Correa para se preparar. “Todos os dias rolavam improvisos e jogos teatrais, só pegamos no texto quando chegamos aqui no Rio”, conta ele, que também teve aulas de tecnologia da informação.

Raio X de Hallbert Kellyson Mendes Silva
Nascimento: 3 de março de 1997, em Gameleira, Pernambuco.
Ao que assiste na tevê: Novelas, desenhos e reality shows.
Ao que não assiste na tevê: Programas de fofoca.
O que falta na televisão: “Eu amo as séries brasileiras, mas acho que ainda há um espaço muito reduzido na tevê aberta”.
Livro: “Como Parar de Atuar”, de Harold Guskin.
Música: “Don’t Stop Believin’”, da banda Journey e “Sapato 36”, de Raul Seixas.
Ator: Irandhir Santos.
Atriz: Meryl Streep.
Mania: “Balançar o pé direito o tempo todo”.
O primeiro trabalho na tevê: Elenco de apoio em “Velho Chico”, de 2016.
Com quem gostaria de contracenar: Fernanda Montenegro.
Se não fosse ator, o que seria: “Não faço ideia do que seria. Talvez fizesse faculdade de Publicidade”.
Novela preferida: “Verdades Secretas”, de 2015, e “Avenida Brasil”, de 2012, ambas da TV Globo.
Vilão marcante: Félix, papel de Mateus Solano em “Amor à Vida”, de 2013.
Papel que mais teve retorno do público: “O Jota”.
Melhor bordão da tevê: “‘Não é brinquedo, não!’, da Dona Jura vivida pela maravilhosa Solange Couto, em ‘O Clone’, de 2001”.
Que novela gostaria que fosse reprisada: “Cordel Encantado”, de 2011.
Que papel gostaria de representar: “Um serial killer”.
Com quem gostaria de fazer par romântico: Anne Hathaway.
Filme: “Juventude Transviada”, de Nicholas Ray.
Autor predileto: “São muitos: Stephen King, Cao Hamburger, Stan Lee…”
Vexame: “Sou a pessoa mais desastrada que conheço. Sou ótimo em levar tombos em público, sempre acontece”.
Um medo: Sapo.
Um projeto: “Ter um programa de televisão”.

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