Emílio Orciollo Neto: novos começos na carreira

No ar em “Apocalipse”, trama na qual interpreta o personagem 'Uri', ator fala sobre retorno à Record e projeto na Netflix


Emílio Orciollo Neto tem uma carreira relevante na tevê. Apesar de nunca ter sido protagonista em novelas, ele acumula tipos marcantes como o Crispim, de “Alma Gêmea”, da Globo. Revelado pela emissora, ele começou sua trajetória como apresentador do “Globo Ciência”, em 1996, e depois enveredou para a dramaturgia.

Com uma pequena passagem pela Record, Emílio construiu na Globo seu maior império. Mas após as participações em “Sol Nascente” e “Dois Irmãos”, o seu vínculo com a emissora chegou ao fim. “Tinha um contrato longo que chegou ao fim no meio de 2017 e eles optaram por não renovar. E aí também fiquei livre para buscar outras coisas”, lembra ele. Foi nesse momento que surgiu a chance de voltar para a Record e interpretar o Uri, em “Apocalipse”.

Foto: Jorge Rodrigues Jorge-Carta Z Notícias
Emílio Orciollo Neto

O paulistano de 44 anos, então, acertou seu retorno. E viu em “Apocalipse” a chance de mudar de ares e interpretar tipos diferentes.

“Sou um prestador de serviço e vou atrás do lugar que tem mercado para mim”, defende. Apesar de ter todas as atenções voltadas para a novela de Vívian de Oliveira, o ator também acertou sua participação em uma produção da Netflix. “O Mecanismo”, que ainda não tem data para estrear, será baseada na operação Lava-Jato e terá a direção de José Padilha. “Ainda não posso falar muito, por questões contratuais, mas será um papel importante que crescerá na segunda temporada da série”, antecipa.

“Apocalipse” marca o seu retorno para a Record depois de mais de 15 anos na Globo. Como surgiu a possibilidade?

Emílio Orciollo Neto
Eu ainda estava no ar na Globo em “Dois Irmãos”, que havia sido gravada há muito tempo, quando recebi o convite. Não tinha contrato fixo com lugar nenhum e estava com vontade de trabalhar. Sou um prestador de serviço e vou atrás do lugar que tem mercado para mim. E a ideia da novela me encantou muito, a Record tem feito superproduções. Então, como artista, vim com muita felicidade e expectativa.

Você sentiu muita diferença da Record do início dos anos 2000 para agora, que tem seus produtos produzidos pela Casablanca?

Emílio
Mudou tudo, né. Mas não acho que tenha sido só aqui. O Brasil mudou, a forma de fazer novela mudou, as relações de trabalho mudaram. Está tudo diferente e tudo igual ao mesmo tempo. Acho que isso é bem normal.

O seu personagem é um cientista astro-químico. Como você se preparou para interpretá-lo?

Emílio
Pois é, foi uma loucura. Porque ele trabalha em uma agência espacial em Nova Iorque, nos Estados Unidos, monitorando o espaço e os asteróides. Então eu tive que pesquisar muito sobre quem são esses caras e o que eles estudam. Li muito sobre o Stephen Hawking, sobre a Nasa e outras agências espaciais. E isso é muito legal da minha profissão. Dar vida a essas pessoas com uma realidade tão distante da minha.

Você precisou estudar a Bíblia para o folhetim?

Emílio
Tivemos alguns estudos, sim. Mas não foi uma coisa muito extensa para mim, não. Porque o Uri tem uma relação bem distante com a religião. A família dele é judia ortodoxa, mas ele, não. Depois do tsunami que provocou a morte dos pais dele e também pelo caminho profissional que decidiu seguir, ele é extremamente cético. Acha que a fé é acreditar cegamente no que não tem explicação.

E qual é a sua relação com a fé?
Emílio
Acho que tudo pode acontecer, inclusive o Apocalipse, como está escrito na Bíblia. Acho que vivemos em uma época horrível, não só no Brasil como em todo o mundo. E, até que me provem o contrário, eu creio. Mas sou aberto com a religião, acredito em todas. O importante é ter fé.

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