Brincando de viver com bonecos

Danton Mello exalta o processo criativo para viver o bonequeiro Borges de "Pega Pega"


Foto: Isabel Almeida_CZN
Danton estreou na tevê como o esperto Cuca do sucesso “A Gata Comeu”, de 1985

A paixão de Danton Mello pela atuação ganhou novos contornos em “Pega Pega”. Na pele do honesto e sonhador Borges, o ator acabou por redescobrir sua voz e movimentos corporais em um mergulho profundo pelo universo do teatro de bonecos. “É preciso ter técnica e criatividade. A preparação foi dupla e muito complexa. Tive não apenas de pensar no estofo do personagem, mas em saber a manusear minimamente os bonecos”, explica o ator, que se preparou por quase dois meses sob a batuta do renomado grupo Giramundo.

Mineiro da pequena cidade de Passos, Danton estreou na tevê como o esperto Cuca do sucesso “A Gata Comeu”, de 1985. Ao lado do irmão, o ator e diretor Selton Mello, Danton cresceu nos bastidores da televisão. Com passagens por emissoras como SBT e Manchete, foi na Globo que construiu uma carreira baseada na versatilidade, com personagens de destaque em produções como a primeira temporada de “Malhação”, “Torre de Babel” e nos “remakes” de “Cabocla” e “Sinhá Moça”. Geraldo Bessa_TV Press

Você tem intercalado novelas como “I Love Paraisópolis” e a atual “Pega Pega” com as temporadas do humorístico “Tá no Ar: A TV na TV”. Que tipo de projeto mais o empolga?
Danton Mello De formas diferentes, o programa e as novelas me deixam bem empolgado. O “Tá no Ar: A TV na TV” me deu a possibilidade de mostrar minha verve cômica como nenhum outro trabalho. Por outro lado, estou nos folhetins desde criança, já fiz um pouco de tudo e trabalhei com grandes autores e diretores. Ainda assim, novelas me estimulam artisticamente.

O que o atraiu para “Pega Pega”?
Danton O convite da direção chegou junto com a informação de que seria a primeira trama da Claudia Souto. Gosto de trabalhos de estreantes, acho que eles têm um frescor interessante, sem os vícios comuns dos autores mais tradicionais. E só com uma olhada na sinopse da novela já é possível entender que a autora está arriscando. E não apenas por ambientar a história em um hotel. O meu núcleo, por exemplo, é muito diferente.

Borges é dono de uma companhia familiar de teatro de bonecos. Você tinha alguma experiência com esse tipo de arte?
Danton Apenas como espectador. Eu fiquei muito curioso em como essa temática seria abordada. Acho que discutir o valor da arte em uma novela das sete é muito interessante. O Borges é um idealista. Ele quer manter vivo o trabalho dos bonequeiros e acredita que o teatro de bonecos é a forma mais linda de arte. No entanto, o desinteresse do público gera uma crise não apenas no sonho dele, mas nas finanças e necessidades da família.

Compor o personagem ou aprender a manusear os bonecos, o que foi mais difícil durante sua preparação para “Pega Pega”?
Danton Depois de tantas novelas e personagens, tenho meio que um jeito de ir construindo um novo personagem. Então, a parte mais complexa do Borges foi mesmo aprender de forma mais aprofundada a mexer com bonecos. Estava no final das gravações do “Tá no Ar: A TV na TV” quando comecei as aulas com o pessoal do Giramundo, que são “experts” em bonecos.

Além de “Pega Pega”, você também está no ar na reprise de “Tieta”, atual sucesso do canal Viva. Você costuma assistir a seus trabalhos antigos?
Danton Eu adoro. E o público interage muito comigo nas redes sociais sobre essas novelas. Não quero me gabar, mas me sinto um queridinho do Viva. Só nos últimos meses, eles reprisaram tramas muito importantes da minha trajetória, casos de “A Gata Comeu”, que foi minha primeira novela, “Torre de Babel” e agora “Tieta”. É uma nostalgia boa e que mostra que trabalho de forma incessante desde cedo (risos).

 

 

Notícias sobre a região, Brasil e o mundo em um clique. Receba nossa newsletter