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Atores se dedicam a laboratório para atender papéis

Aprendendo novas habilidades para compor seus personagens


Foto: divulgação
Juliana Silveira precisou visitar o Instituto Vital Brazil para interpretar a rainha Kalési em “A Terra Prometida”

Às vezes, interpretar um personagem exige certo desprendimento. Ou, pelo menos, a capacidade de aprender, ainda que superficialmente, alguma habilidade em pouco tempo. Mais do que decorar um texto ou buscar referências psicológicas para construir uma nova “persona” em cena, muitos atores se dedicam a laboratórios dos mais diversos para atender às demandas de cada papel.

Há casos aparentemente mais simples, como frequentar aulas de dança de salão ou “pole dance”. E outros mais arriscados, como aprender a escalar, e mais inusitados, como manusear cobras. Foi justamente esse último exemplo de laboratório que Juliana Silveira precisou fazer para interpretar a rainha Kalési em “A Terra Prometida”. A atriz, que até então nunca havia ficado perto de uma cobra, visitou o Instituto Vital Brazil — especializado em produzir medicamentos e soros contra picadas de cobras, escorpiões e aranhas —, em Niterói, no Rio e Janeiro, e se surpreendeu consigo mesma. “Nunca imaginei que teria de ficar alimentando cobra, fazendo carinho e dançando. Tive de ficar corajosa”, afirma ela, que chegou a protagonizar uma coreografia de um minuto com uma serpente na mão durante uma sequência da novela da Record.

Aulas de esgrima compõem um laboratório comum a muitas tramas de época. Em “Liberdade, Liberdade”, alguns atores precisaram aprender o esporte. E também frequentaram aulas de tiro e de montaria. Mateus Solano, que interpretava o vilão Rubião na novela, inclusive, caiu do cavalo durante uma gravação. Parceira de cena de Solano, Andreia Horta confessa que chegou a se assustar em sua primeira aula de tiro. Mas, com o tempo, foi se acostumando e entendendo que a sua personagem, a forte Joaquina, não reagiria do mesmo jeito.

Foto: divulgação
“Sol Nascente”, Marcello Novaes precisou aprender a fazer pão e alguns doces

Alguns laboratórios, no entanto, não são tão distantes da realidade do intérprete assim. Para viver o padeiro Vittorio, de “Sol Nascente”, Marcello Novaes precisou aprender a fazer pão e alguns doces. Obviamente, o ator não cozinha durante as gravações. Mas é importante que ele saiba manusear os utensílios e se movimentar nesse ambiente de trabalho adequadamente para as suas cenas.

Já o elenco de “Sem Volta”, próxima série da Record, lidou com uma realidade extrema durante um período. É que os atores tiveram de aprender a escalar. Tudo porque, na história, um grupo de amigos se perde na floresta ao fazer uma expedição de escalada para a Agulha do Diabo, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, região serrana do Rio de Janeiro. Mas, apesar de nunca ter escalado, Guilherme Dellorto, que interpreta o “nerd” Dougui na história, considerou a experiência tranquila.

Foto: divulgaçao
Eriberto Leão teve que fazer laboratório de dança de salão como parte da preparação para interpretar o vilão Ernesto, em “Êta Mundo Bom!”

Dança de salão não chega a ser uma atividade tão inusitada. Mas, para quem nunca teve o hábito de praticá-la, as aulas podem exigir uma atenção mais especial. Pelo menos, foi assim que Eriberto Leão se sentiu durante o laboratório de dança de salão que fez como parte da preparação para interpretar o vilão Ernesto, em “Êta Mundo Bom!”. “Eu nunca tinha feito, então tive de estudar muito. Além dos ‘workshops’ com o elenco, também fiz aula particular”, conta.

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