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Celebridades e TV

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Além dos limites com a ‘Dora’

Juliana Alves teve que aprende a mergulhar e a pegar caranguejo para personagem de "Sol Nascente"


Foto: Estevam Avellar / Rede Globo
Juliana Alves teve seu primeiro contato com a interpretação aos 10 anos, em uma oficina de teatro

Juliana Alves enxerga cada personagem que interpreta como uma possibilidade de novos aprendizados. Mas, com a Dora, de “Sol Nascente”, a atriz foi além. Afinal, precisou superar alguns medos para se preparar para o papel de uma caiçara. Ela, que não tinha o hábito de nadar, fez um treinamento de mergulho, já que, na novela, Dora é hábil na pesca com arpão. “Quando você não conhece ou não tem intimidade com alguma coisa, tende a ficar um pouco receosa. Mas foi melhor do que eu imaginava, me senti realizada”, conta, animada.

Além disso, Juliana aprendeu a catar caranguejo no mangue. Experiência que lhe rendeu dois dedos rasgados durante as gravações. Ainda assim, se divertiu quando alguns bichos fugiram e ela precisou ir correndo buscá-los, junto com as colegas de núcleo. “Deu muito nervoso mexer com caranguejo. É o tipo de coisa que eu só faria por uma personagem mesmo”, assegura.

Na história, Dora vive um momento delicado. É que a personagem se separou do marido, por quem sempre foi apaixonada, e passou por uma fase mais depressiva por ter perdido o filho. Nas ruas, Juliana percebe a repercussão junto ao público. “É uma personagem muito querida. As pessoas torcem para que ela consiga dar a volta por cima”, conta. Diante do sofrimento, Dora acabou se “encontrando” na costura. A atriz, no entanto, não chegou a fazer um laboratório específico para esse aspecto. Mas lembrou de quando era mais nova e assistia à avó costurando na máquina. “E também o pessoal que faz a produção de arte da novela me ajuda com algumas dúvidas que surgem para que fique bem crível na cena”, explica.

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Aliás, antes do início das gravações de “Sol Nascente”, Juliana participou da preparação de elenco oferecida pela Globo. Foi quando teve a primeira oportunidade de conhecer melhor as culturas italiana e japonesa, retratadas na novela, assim como o universo dos motoqueiros e de uma comunidade caiçara. “Foram três dias de vivência dessas culturas diferentes. No caso do meu núcleo, a gente procurou resgatar as características específicas das caiçaras porque é muito rico poder mostrar um universo que as pessoas não estão acostumadas a ver”, avalia.

“Sol Nascente” marca a primeira vez que Juliana interpreta um texto de Walther Negrão – atualmente, ele está afastado da trama por conta de problemas de saúde e os coautores Suzana Pires e Júlio Fischer tocam os capítulos. Mas, com o diretor Leonardo Nogueira, ela já havia tido a oportunidade de trabalhar antes. Como em “Caminho das Índias”, quando interpretou Suellen. “Pelo que sei, a produtora de elenco me convidou e o Léo lembrou de mim para fazer a Dora. Eu adorei porque é uma personagem que contemplou uma expectativa minha de muitos anos de fazer algo totalmente diferente de tudo que eu já fiz. É uma personagem rica, que passa por momentos muito diferentes”, destaca.