Alejandro Claveaux coleciona papéis controversos

“Nada Será Como Antes” traz referências do universo de 1940, quando o rádio era a grande distração


Foto: jorge_Carta Z
Alejandro garante que sua intenção é variar os meios de trabalho

Alejandro Claveaux estreou na tevê há seis anos, em “Clandestinos”. Apesar do tempo relativamente curto, o ator coleciona papéis controversos. Depois de interpretar o vilão César, em “Alto Astral”, ele encarna o também ator Rodolfo, de “Nada Será Como Antes”. Na série de Guel Arraes e Jorge Furtado, o personagem já era um sucesso nas radionovelas quando migrou naturalmente para a tevê. “Ele era um nome bem popular e, quando a tevê chegou no Brasil, foi convidado para interpretar o mocinho da primeira telenovela”, conta.

Para se transportar para o universo de 1940, quando o rádio era a grande distração das pessoas, o ator buscou referências do período. “É uma época muito distante. Então, li bastante sobre como essas produções eram feitas”, revela.

Mas o grande “pulo do gato” na trama de Rodolfo não é a sua ligação com as novelas. Homossexual assumido, o personagem começa a problematizar a sua orientação sexual quando tem de lidar com o assédio que a tevê proporciona. Segundo o ator, a preparação que fez com o argentino Eduardo Milewicz foi fundamental para que conseguisse alcançar as angústias e inseguranças de Rodolfo. “Além disso, também assisti a muitos filmes e séries, como ‘Sense8’ e ‘Mad Men’”, entrega.

Trabalho
Sempre se dividindo entre séries e novelas, Alejandro garante que sua intenção é variar os meios de trabalho. Para ele, há uma diferença muito grande entre estar em uma produção aberta ou fechada. “É engraçado receber, a cada semana, um capítulo da vida de um personagem. E, no trabalho seguinte, receber a história dele já fechada”, compara. Apesar das diferenças, o ator jura que não tem um formato preferido. “Sou meio ‘fominha’. Gosto de trabalhar”, diz, aos risos. Com tantos personagens distintos no currículo, Alejandro faz planos de interpretar um papel mais “normal”. “Tenho muita vontade de fazer um mocinho, um galã daqueles que vai sofrer o tempo todo”, diverte-se.

Natural de Goiania, Alejandro demorou para seguir o caminho da interpretação. Formado em Engenharia de Alimentos, ele decidiu enveredar na carreira após fazer um curso livre de Artes Cênicas. “Foi ali que percebi que queria embarcar nessa aventura, mesmo já trabalhando há três anos em uma área completamente diferente”, relembra. Depois de passar por tramas como “Malhação” e “O Caçador”, ele exalta o potencial de “Nada Será Como Antes” de discutir questões polêmicas através de uma didática lúdica.