Na região, mostras destacam a mulher negra

MAC de Americana e Museu da Imigração de Santa Bárbara promovem exposições temáticas durante todo o mês de novembro


Duas exposições serão abertas nesta terça-feira na RPT (Região do Polo Têxtil), com foco na luta das mulheres negras, temática relacionada a comemoração do Dia da Consciência Negra, no próximo dia 20 de novembro. O MAC (Museu de Arte Contemporânea) de Americana apresenta duas obras da artista plástica paulistana Rosana Paulino. E no Museu da Imigração de Santa Bárbara d’Oeste, ocorre a mostra fotográfica “Carolinas – Em Preto e Branco”, realizada a partir de parceria do Coletivo Carolina Maria de Jesus em parceria do Coletivo Porã. Ambas têm entrada gratuita.

As obras de Rosana Paulina fazem parte do acervo do MAC de Americana. A artista plástica é reconhecida nacionalmente por trabalhar com questões relacionadas a gênero e etnia. Os visitantes poderão rever a série de gravuras “Assentamento”, exposta em 2013 na cidade, e o livro de artista “História Natural”, criado no ano passado. Objetivo da artista com os trabalhos é propor novos olhares sobre a cultura afro-brasileira, principalmente abordando a posição da mulher negra na sociedade brasileira.

Os trabalhos ficarão disponíveis para visitação no hall do MAC, com funcionamento de segundas, quartas, quintas e sextas-feiras, das 8h às 16h30, e às terças-feiras, das 7h às 22h, até o dia 30 de novembro. O MAC fica nas dependências do CCL (Centro de Cultura e Lazer) Poeta António Zoppi, no endereço Avenida Brasil, 1.293, Parque Residencial Nardini. Informações pelo telefone 3408-4800.

Foto: Divulgação
Mostra aberta hoje em Santa Bárbara retrata mulheres comuns na diversidade de seus cotidianos e na luta por uma sociedade igualitária

Os coletivos Carolina Maria de Jesus e Porã apresentam no Museu da Imigração de Santa Bárbara d’Oeste a exposição fotográfica “Carolinas”. Composta por imagens em preto e branco, a mostra homenageia a escritora Carolina Maria de Jesus e também reflete sobre o dia a dia das mulheres negras e brancas que desafiam juntas os espaços delimitados ao papel feminino pela sociedade.

Segundo os coletivos na apresentação de “Carolinas”, a exposição visa “retratar mulheres comuns na diversidade de seus cotidianos, sobretudo na militância e na manutenção diária de suas vidas e de pessoas que compartilham sonhos, tristezas, avanços, retrocessos na luta diária por uma sociedade mais equilibrada e menos excludente”.

A mostra segue aberta até o próximo dia 24, com funcionamento de terça-feira a sábado, das 9h ao meio dia, e das 13h às 17h. Além disso, nesta terça-feira, às 19h, como parte da exposição, ocorre uma roda de conversa gratuita com a psicopedagoga e mestre em educação Elisangela Franco de Moraes, junto a pedagoga Luciana Venâncio da Costa, sobre o tema “Carolinas – Protagonismo e História”. O Museu da Imigração fica na Rua João Lino,371, Centro.

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