Mapelli cita irregularidades sobre BRK Ambiental

Procurador-geral de Sumaré, Arlei Eduardo Mapelli, afirmou que a BRK Ambiental atua de forma irregular e aguarda esclarecimentos judiciais até quarta


O procurador-geral de Sumaré, Arlei Eduardo Mapelli, afirmou que a BRK Ambiental atua de forma irregular na cidade e aguarda esclarecimentos judiciais da empresa até a próxima quarta-feira. A declaração foi feita na tarde desta quinta-feira, na Câmara de Sumaré, durante oitiva realizada pela CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga o contrato entre a Prefeitura e a Odebrecht Ambiental.

No fim do ano passado, a concessionária Odebrecht Ambiental solicitou autorização da prefeitura para realizar a reorganização societária de controle acionário da unidade de Sumaré para a empresa Brookfield – pedido concedido pela ex-prefeita Cristina Carrara (PSDB) e publicado no Semanário Oficial do Município em 29 de dezembro de 2016.

Foto: Câmara de Sumaré / Divulgação
Presidente da CEI convocou Mapelli para se explicar sobre o assunto

Em abril deste ano, entretanto, o prefeito Luiz Dalben (PPS) suspendeu o termo de anuência, tornando a reorganização societária inválida.

Sobre as providências tomadas pela Prefeitura diante da irregularidade, o procurador-geral garantiu que oficiou a empresa através de correspondência e aguarda posicionamento até a próxima semana. Ele disse ainda que tomou a decisão depois de ser impedido de protocolar o documento na sede da Odebrecht Ambiental, em Sumaré.

Nesta sexta-feira, a Comissão vai ouvir os membros da antiga Comissão de Julgamento de Licitação da Prefeitura, responsáveis por fiscalizar o processo de licitação dos serviços de saneamento básico, ocorrido em 2014. A Comissão era formada por Virgílio de Assis Balduino, José Ceron e Amilton Hoffmann, que devem ser ouvidos às 15h, na Câmara Municipal.