Justiça condena ‘maníaco de Sumaré’ a mais de 33 anos de prisão

José Roberto Pinheiro estuprava vítimas nos roubos que cometia em municípios da região; ele foi preso em maio após investigação da Polícia Civil


A Justiça condenou a 33 anos e 6 meses de prisão José Roberto Pinheiro, de 34 anos, conhecido como “maníaco de Sumaré”. Ele havia sido preso em maio, após investigação da Polícia Civil da cidade. Decisão do juiz Marcus Cunha Rodrigues, da 2ª Vara Criminal, determinou pena de 17 anos e 9 meses de prisão pelo crime de estupro, inclusive contra uma vítima menor de idade, mais 15 anos e 9 meses por roubo. Ele ainda pode recorrer.

O maníaco foi considerado procurado pela polícia no primeiro semestre deste ano e teve, inclusive, um retrato falado divulgado. O modus operandi revelado pelas investigações mostrou que José Roberto aproveitava para estuprar vítimas nos roubos que cometia. Ele teria agido nas cidades de Hortolândia, Monte Mor, Valinhos e Jundiaí, além de Sumaré.

No dia 20 de maio, investigadores de Sumaré cumpriram um mandado de prisão expedido pela Justiça. Ele foi preso em Campinas e tentou fugir. “A gente certamente está diante de um maníaco. Tenho 32 anos na polícia e nunca vi alguém tão frio e calculista e violento”, afirmou, no dia da prisão, o delegado seccional de Americana, Paulo Tucci. Na delegacia, o estuprador negou todos os crimes.

Foto: Arquivo / O Liberal
No dia 20 de maio, investigadores de Sumaré cumpriram mandado contra Pinheiro

Um resumo da sentença foi publicado na sexta-feira passada no Diário Oficial do TJ-SP (Tribunal de Justiça). O processo, no entanto, tramita sob sigilo. A advogada Anna Maria de Carvalho, que atua como defensora pública de José Roberto, afirmou que ainda irá conversar com o cliente para decidir se vai recorrer ou não.

O LIBERAL identificou ainda outros três processos em que o maníaco de Sumaré responde por roubo na cidade. Tratam-se de investigações contra a série de crimes relatadas por vítimas de José Roberto à Polícia Civil de Sumaré. Em um dos casos, o juiz Aristóteles de Alencar Sampaio, da 1ª Vara Criminal, aceitou, no dia 16 deste mês, a denúncia feita pelo Ministério Público.

Na acusação, o promotor Ricardo Ferracini Neto reitera que Pinheiro continue preso e aponta o risco de sua liberdade. “É inadmissível se considerar que pessoa da índole demonstrada pelo réu e de sua periculosidade possa se manter à solta convivendo com pessoas de bem e com as próprias vítimas, afetadas de maneira insolúvel por sua atitude”, destaca o promotor.

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“Há que se destacar que o réu já foi preso em flagrante por mais de duas dezenas de crimes, entre estupros e roubo, o que indica que sua liberdade fará com que venha insistir em seus assédios delituosos a novas pessoas indefesas”, conclui Ferracini Neto.

Neste caso, ele responde por um roubo no dia 27 de janeiro, no Loteamento Nova Terra, em Sumaré. Na ocasião, segundo depoimento das vítimas, ele se passou por um policial civil que teria recebido informação anônima de que havia drogas no local. Roubou quatro televisões, seis celulares e joias.