Justiça condena funileiro que estuprou menina em Sumaré

Vítima, de apenas 11 anos, é cunhada do autor do crime, cometido em Sumaré, que foi descoberto depois que exames apontaram gravidez


O funileiro Iliomar Lucas Diniz, de 25 anos, foi condenado a 25 anos de prisão após ser acusado pelo Ministério Público de estuprar e engravidar uma menina de 11 anos, sua cunhada, em Sumaré. Ele ainda pode recorrer. Iliomar foi preso em junho. O caso foi descoberto após o pai da menina ter chamado a Polícia Militar e contado que a filha havia passado por atendimento médico e descoberto a gravidez. A garota é irmã da esposa do funileiro.

Na época, Iliomar foi detido pela PM por suspeita de estuprar e engravidar a menina. Na delegacia, o funileiro foi ouvido e contou que manteve relações sexuais com a cunhada por 11 vezes. Disse também que acreditava “ser o pai da criança” e que a última relação havia sido em 29 de maio.

Foto: Arquivo / O Liberal
Iliomar terá de cumprir a pena em regime fechado, segundo o julgamento realizado no Fórum de Sumaré

Na avaliação da Polícia Civil, como o caso não configurava uma situação flagrante, possível de prisão, Iliomar foi liberado. Três dias depois, no entanto, o Ministério Público local pediu a prisão temporária do funileiro, que foi aceita pela Justiça.

No decreto da prisão preventiva expedido em junho pela 2ª Vara Criminal de Sumaré, o juiz Marcus Cunha Rodrigues comentou a situação. “A sociedade não pode ficar à mercê de pessoa tão pervertida. Há fundamento cautelar consistente na garantia da ordem pública a exigir o encarceramento preventivo, como medida de autodefesa da sociedade”, escreveu o juiz, que considerou ainda o fato de a vítima ter contraído DST (Doença Sexualmente Transmissível).

Iliomar foi condenado à pena de 25 anos de reclusão, em regime fechado, acusado ter praticado por 11 vezes o crime previsto no artigo 217-A, do Código Penal – ter conjunção carnal ou praticar ato libidinoso com menor de 14 anos.

A decisão da 2ª Vara Criminal de Sumaré, publicada no dia 29 de setembro, em processo sob segredo de justiça, e a qual o LIBERAL teve acesso, ainda considerou agravante o crime ter sido cometido contra uma vítima que era parte de sua família. O LIBERAL não conseguiu contato com a advogada que representa Iliomar.

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