CEI da Odebrecht convoca Cristina Carrara para depor

Acusada por ex-executivo da Odebrecht Ambiental de receber R$ 600 mil de propina, ex-prefeita deve prestar depoimento no dia 1° de junho


A CEI (Comissão Especial de Inquérito) que investiga supostos descumprimentos do contrato entre a Prefeitura de Sumaré e a Odebrecht Ambiental aprovou nesta sexta-feira a convocação da ex-prefeita Cristina Carrara. Ela deve prestar depoimento no dia 1° de junho, às 10h, na Câmara. A concessão dos serviços de água e esgoto do município foi assinada pela então prefeita, em 2014.

Cristina foi acusada pelo ex-executivo da Odebrecht Ambiental, Guilherme Pamplona Paschoal, de receber R$ 600 mil em propina para favorecer a empresa durante o processo de concessão do DAE (Departamento de Água e Esgotos). A propina teria sido oferecida meses antes das eleições municipais de 2012, vencidas por ela, e entregue a João Alberghini Sobrinho, que posteriormente assumiu a Secretaria de Governo.

Foto: Arquivo / O Liberal
Ex-prefeita Cristina Carrara foi acusada por ex-executivo da Odebrecht Ambiental de receber propina de R$ 600 mil

A ex-prefeita também deve prestar explicações sobre o Termo de Anuência concedido à Odebrecht Ambiental para reorganizar o controle acionário da unidade de Sumaré para a empresa canadense Brookfield. Para o vereador Willian Souza (PT), que preside a CEI, o depoimento dela será um dos mais importantes da apuração.

“Cristina é peça chave em todo processo de licitação, que teria começado antes das eleições, conforme testemunho recebido pela Comissão. Toda apuração feita até este momento, inclusive com os depoimentos colhidos, aponta para a total responsabilidade da prefeita. As acusações são gravíssimas e toda a cidade precisa de respostas”, afirmou.

Oitivas

Nesta sexta, a Câmara realizou a oitiva de membros da antiga Comissão de Julgamento de Licitação da Prefeitura, responsáveis por fiscalizar o processo de licitação dos serviços de saneamento básico, ocorrido em 2014. A Comissão era formada por Virgílio de Assis Balduino, José Ceron e Amilton Hoffmann.

Já na última quinta, foi ouvido o procurador-geral de Sumaré, Arlei Eduardo Mapelli, que afirmou que a BRK Ambiental atua de forma irregular em Sumaré, já que o prefeito Luiz Dalben (PPS) suspendeu o termo de anuência sobre a venda da Odebrecht à BRK.