Professora é denunciada por suspeita de maus tratos contra filha de 1 ano

Suposto crime ocorreu no bairro São Joaquim em SB; vizinhas chamaram a polícia depois de ouvir gritos da mãe e identificarem lesão no rosto da criança


Foto: João Carlos Nascimento/O Liberal
Caso foi registrado na delegacia de Santa Bárbara

Uma professora de 31 anos, moradora de Santa Bárbara d’Oeste, é suspeita de maltratar a filha de 1 ano, portadora de uma síndrome rara que limita seus movimentos. Ela foi denunciada por duas vizinhas na noite deste domingo (4). Uma delas disse ter ouvido a mulher mandar a criança calar a boca e outra, observou um hematoma no lado esquerdo do rosto da menina.

O suposto crime aconteceu na casa onde mãe e filha moram, no bairro São Joaquim. Segundo consta no boletim de ocorrência, por volta das 22 horas, uma das vizinhas, uma jovem de 24 anos, disse ter ouvido choro de criança e gritos da mãe mandando a menina calar a boca, além de sons que pareciam tapas.

Passados alguns minutos, a suspeita teria saído com a filha nos braços dizendo que ela não parava de chorar. Uma outra vizinha, uma estudante de 16 anos que havia cuidado da menina até 20h30, pegou a criança e saiu caminhando.

A adolescente disse ter observado que a menina apresentava um grande hematoma no lado esquerdo do rosto e que quando a entregou para a mãe, ela não tinha nenhuma lesão. As vizinhas, então, resolveram chamar a PM (Polícia Militar).

Os policiais, por sua vez, acionaram o conselheiro tutelar Irineu José Teixeira Lisboa para acompanhar a apresentação da ocorrência. Na delegacia, apurou-se que a criança é portadora de uma síndrome rara, conhecida como Turner, e que limita seus movimentos.

A suspeita alegou que dentro da casa onde moram existe um tatame para auxiliar nos cuidados que a filha requer e que neste domingo a menina estava chorando demais, motivo pelo qual acabou gritando para que ficasse quieta. De acordo com a professora, instantes depois, sua filha caiu do tatame e bateu o rosto no chão.

A suspeita disse que antes de chegar em casa, tomou três tchai – chá indiano. Afirmou ainda que é professora na cidade de Piracicaba, trabalha com crianças especiais e que não agrediu sua filha. A menina foi encaminhada para o Pronto Socorro Edson Mano. O médico plantonista determinou sua permanência na unidade para observação e realização de exames complementares.

O LIBERAL questionou a Prefeitura sobre o estado de saúde da criança, mas até a publicação desta reportagem ainda não havia tido retorno. Também foi tentado contato com o conselheiro que acompanhou a ocorrência, mas ele estava em atendimento e não pôde dar entrevista.

O caso foi registrado como maus tratos. A delegada Jacira Mendonça Oliveira aguarda o laudo clínico do atendimento da vítima para melhor análise do ocorrido. A mãe da criança foi liberada.

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