Policial mata companheira a tiros em Santa Bárbara

Lorena Pessoa e Carlos Alberto Ribeiro mantinham relacionamento a distância; policial se entregou no batalhão da PM após o crime


Foto: Reprodução / Facebook
Lorena foi morta a tiros na madrugada desta sexta-feira

A balconista Lorena Aparecida dos Reis Pessoa, de 29 anos, foi morta pelo policial militar Carlos Alberto Ribeiro, de 36 anos, com quem mantinha um relacionamento. O crime ocorreu por volta da 0h30 desta sexta-feira, na Vila Aparecida, em Santa Bárbara d’Oeste. O autor se entregou e foi preso em flagrante.

Os motivos ainda serão apurados, mas a Polícia Civil suspeita de crime passional. A vítima deixa um filho pequeno. Ela foi sepultada ontem mesmo, no Cemitério da Paz.

De acordo com o registro do caso, o policial e a vítima mantinham um relacionamento a distância após Ribeiro ter sido transferido para São José do Rio Preto. Segundo apurou a Polícia Civil, ele costumava visitar Lorena com frequência.

Segundo o delegado plantonista Gelson Barreto, o vizinho que mora na casa da frente da balconista relatou que ouviu os disparos e viu um homem deixando o local, o que reforça a autoria do crime.

“Ele a visitava regularmente. Ela o recebia sempre, não há nenhum antecedente de brigas ou ameaças, pelo menos que tenha registro oficial. Tanto que, para nós, saber do crime foi uma surpresa. O morador do mesmo imóvel, da casa da frente, ouviu os disparos e viu alguém sair e passar correndo pelo corredor. Ele disse que só ele visitava a casa. Passou-se a presumir que o autor seria ele”, relatou o delegado, responsável pelo registro da ocorrência.

Relato

Depois de efetuar os seis disparos, segundo a polícia, Ribeiro se apresentou na 2ª Companhia da PM em Santa Bárbara d’Oeste, relatando que era policial e que havia cometido o crime. Ele foi levado ao Plantão Policial, onde recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo.

Foto: Reprodução / Facebook
A vítima chegou a ser socorrida e levada ao Pronto-Socorro Edson Mano, mas não resistiu aos ferimentos

Lorena chegou a ser levada para o pronto-socorro Edson Mano, mas não resistiu. A perícia esteve no local e recolheu seis cartuchos deflagrados. No carro do policial, que foi deixado em frente a base da PM onde ele se entregou, foi apreendida a arma que pertence à corporação.

Vizinhos

A reportagem do LIBERAL esteve no local do crime nesta sexta-feira, e segundo o relato de vizinhos, a criança – filho da balconista – estava dormindo na hora dos disparos, e foi levada pelo avô ainda durante a madrugada. Uma das vizinhas disse que Lorena se dava bem com os moradores do local. “Ela era linda, a gente sempre comentava aqui. Certeza que ele tinha ciúmes dela”, disse uma das vizinhas, que pediu para não ser identificada.

Segundo feminicídio na cidade em 5 dias

A morte da balconista Lorena Pessoa foi o segundo feminicídio registrado em Santa Bárbara em cinco dias. No domingo, Bruna Dessordi, de 19 anos, foi assassinada com várias facadas por um jovem de 25 anos com quem ela manteve um breve relacionamento.

Depois de romper o namoro, ela aceitou conversar com o acusado para colocar um ponto final nas ameaças que vinha sofrendo dele e foi morta com aproximadamente 30 facadas.

O crime foi cometido na Avenida Corifeu de Azevedo Marques, próximo da Indústria Romi. A polícia chegou até o local do crime após receber uma ligação do próprio autor confessando o assassinato. Ele ligou para o 190, disse que havia matado a ex-namorada e que estava arrependido.

Os policiais foram até a casa dele, na região central de Santa Bárbara. O acusado não só afirmou ter matado a jovem, como indicou o local onde havia deixado o corpo e entregou as roupas sujas de sangue que havia usado no crime.

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