Incêndio atinge área de 72 mil metros na SP-304

Bombeiros demoraram mais de quatro horas para controlar incêndio e tentar salvar terreno de preservação ambiental


Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de aproximadamente 72 mil metros quadrados próximo ao entroncamento entre a SP-304 (Rodovia Luiz de Queiroz) e a SP-306 (Rodovia Comendador Américo Emilio Romi) na manhã desta quinta-feira (10). O Corpo de Bombeiros de Santa Bárbara d’Oeste demorou cerca de quatro horas para controlar o fogo e impedir que as chamas atingissem uma APP (Área de Proteção Ambiental).

Uma viatura e um caminhão guindaste da corporação foram usados para controlar a queimada. Um caminhão-pipa cedido pela Usina Furlan também ajudou na operação.

Com muita fumaça na pista, os motoristas reduziram a velocidade ao passar pelo local causando lentidão nas pistas das duas rodovias. Ninguém ficou ferido, apesar da área correspondente a mais de oito campos de futebol ter queimado.

Foto: Mariana Ceccon / O Liberal
Fogo queimou área correspondente a mais de oito campos de futebol e bombeiros tiveram bastante trabalho para controlar as chamas

Um dos soldados que atendeu a ocorrência, Gustavo Parto, disse que as causas do incêndio são desconhecidas. “É quase impossível saber o que provocou isso, ainda mais na beira de rodovias”, pontuou. “Ninguém ficou ferido, mas muita vegetação foi atingida. Conseguimos evitar que o fogo chegasse até na APP”, comentou.

Desde o início do mês, para evitar este tipo de queimada nas margens das rodovias, a Artesp (Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo) passou a emitir alertas e orientações aos motoristas nos painéis eletrônicos distribuídos em rodovias privadas e estaduais, como é o caso da SP-304.

De acordo com a Artesp, o período entre os meses de agosto a outubro concentra praticamente um terço dos casos de incêndio às margens das pistas na malha concedida do Estado de São Paulo.

Alerta

Há mais de 57 dias sem chover na região, o diretor regional da Defesa Civil, Sidnei Furtado, chamou atenção para o fato de todas as cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) estarem em estado de atenção, quando a umidade relativa do ar fica abaixo de 30%. Em Santa Bárbara d’Oeste, o índice é inferior a 26%.

“Esta é uma situação muito grave e passamos a emitir estes alertas não só para que não haja propagação do fogo pelas questões ambientais, mas também pela saúde da população”, pontuou.

Furtado diz que além da maior quantidade de poluentes dispersos no ar e um índice ultravioleta mais agressivo, os últimos dias têm sido inimigos da população. “O pior mês é de fato agosto. É quando a gente orienta a população que evite fazer exercícios ao ar livre, se hidratem bastante e evitem os horários mais fortes do sol”, finalizou.

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