Guardas de Santa Bárbara tentam impedir concurso interno

Agentes apontam supostas irregularidades no trâmite e ingressaram com ação na Justiça do Trabalho contra a prova


Trinta e seis guardas civis de Santa Bárbara d’Oeste tentam barrar a realização de um concurso interno da GCM (Guarda Civil Municipal), marcado para este domingo. Eles apontam supostas irregularidades no trâmite e entraram com uma ação na Justiça do Trabalho a fim de que a prefeitura se abstenha de aplicar a prova. Um dos agentes também protocolou no Executivo um pedido para que o teste já marcado seja adiado.

Os guardas alegam que o comandante, o subcomandante e o corregedor da Guarda estão entre os organizadores do concurso, mas também realizarão a prova. Eles ainda destacam que a empresa responsável pelo teste, a Publiconsult, responde a “inúmeros” processos por supostas fraudes em licitação e contratos administrativos. Segundo a prefeitura, o concurso é classificatório para o curso de formação para a função de subinspetor. Há 30 vagas e 109 guardas inscritos.

Na quarta-feira, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 15ª Região se recusou a suspender o concurso de forma liminar. “No caso em tela, não vislumbro a presença dos requisitos para a concessão da medida. Não há, nos autos, elementos que evidenciem a probabilidade do direito e o perigo da demora”, justificou o Judiciário. Os guardas, no entanto, buscam reverter a decisão através de recurso, de acordo com uma comissão que os representa.

Na segunda-feira, um agente formalizou um documento ao secretário municipal de Segurança, Trânsito e Defesa Civil, Rômulo Gobbi. No texto, ele ressalta que a Publiconsult “não disponibilizou um link para conhecimento do edital completo com ratificações”, entre outros problemas. O guarda pede para que o concurso ocorra somente após a atualização do edital.

Através de sua assessoria de imprensa, o Executivo comunicou que a prova é organizada pelo departamento de recursos humanos, sem a participação de nenhum integrante da GCM. “Vale ressaltar que todo guarda municipal que se encontra no nível 2 do quadro de servidores pode participar do processo”, destacou, em nota.

A Administração ainda salientou que “o edital segue a legislação municipal” e que o documento protocolado pelo guarda “está sendo analisado”. Procurada pelo LIBERAL, a Publiconsult não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta edição.

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